Suspeitos de cobrar para levar migrantes de Ceuta a Espanha são presos
A polícia da Espanha prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar grupos que levavam migrantes de Ceuta para a parte continental do país, em rotas clandestinas pelo mar.
As detenções ocorreram em duas investigações paralelas que, segundo a policia nacional, desarticularam duas organizações. As apurações foram conduzidas a partir de Ceuta e de La Línea de la Concepción, na província de Cádiz, área próxima ao Estreito de Gibraltar.
Os grupos são acusados de promover travessias irregulares até a península Ibérica, com uso de embarcações rápidas. A investigação aponta que os suspeitos cobravam de migrantes que chegaram a Ceuta valores que podiam chegar a € 9.000 (R$ 54 mil) pelo transporte.
Os pilotos das embarcações eram escolhidos para reduzir o risco de abordagem e para escapar de fiscalizações. "Os pilotos eram selecionados por sua experiência em navegação rápida e sua capacidade de realizar manobras evasivas e driblar os controles policiais", disse a corporação, em comunicado oficial.
Ceuta é um enclave espanhol no norte da África e fica separada do território continental da Espanha pelo mar. Por isso, a travessia até a península é um dos caminhos usados por migrantes que chegam à região e tentam seguir viagem.
La Línea de la Concepción, em Cádiz, é uma das cidades que ficam na área do Estreito de Gibraltar, ponto de intenso fluxo marítimo. A Polícia Nacional diz que a região é alvo frequente de operações contra redes de transporte clandestino e outras atividades ilícitas ligadas ao mar.
Ceuta registrou uma entrada em massa de pessoas nos dias 30 e 31 de julho, gerando uma crise migratória e diplomática entre a Espanha e países europeus. A maior parte deles já retornou a Marrocos, mas milhares continuam em Ceuta. Segundo autoridades locais, entre 5 mil e 8 mil migrantes ainda permaneciam na cidade nos últimos dias.
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