Petrobras encontra indícios de petróleo na Foz do Amazonas; entenda o que vem agora
Após anos de espera para obter a licença para perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas – o que só foi autorizado em outubro passado, a Petrobras anunciou ontem que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Margem Equatorial brasileira.
Isso significa que foram encontrados indícios de petróleo ou gás natural na região.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do estado do Amapá, em uma profundidade de 2.886 metros.
A Margem Equatorial é a principal aposta da Petrobras para abrir uma nova fronteira exploratória.
Porém, a região, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, está envolta em polêmicas ambientais.
O que é a Margem Equatorial? A Margem Equatorial é uma região marítima no norte da América do Sul que se estende da Guiana ao Rio Grande do Norte, na costa do Brasil, com alto potencial petrolífero.
Na Guiana e no Suriname, países vizinhos do Brasil e contíguos a essa área, já foram descobertas grandes reservas de petróleo, reforçando a expectativa de depósitos petrolíferos relevantes também no lado brasileiro.
Exploração de petróleo pela Petrobras na Margem Equatorial (Imagem: Divulgação/Petrobras) No Brasil, se forem confirmadas as projeções da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o petróleo da região pode ampliar em mais de 50% as reservas provadas do país.
O que é a Bacia do Foz do Amazonas? A Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, é uma das cinco bacias que integram a Margem Equatorial no Brasil.
Apenas uma dessas cinco bacias, a Potiguar, já tem exploração de petróleo.
Na Margem Equatorial, o maior interesse da Petrobras está localizado na Bacia da Foz do Amazonas.
A área foi licitada em 2013, durante a 11ª Rodada de Licitações, por um consórcio formado pela Petrobras e a britânica BP.
O pedido de licenciamento foi iniciado em 2014.
Em 2020, a Petrobras assumiu o bloco todo ao comprar a participação da BP, que desistiu do projeto por não conseguir o aval do órgão ambiental.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.