Mortes por suicídio entre homens são 233% maiores que entre mulheres em MT; entenda
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito, voluntário e sob sigilo por telefone. shutterstock Mato Grosso registrou 234 mortes por suicídio entre janeiro e julho de 2026, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
Do total, 180 vítimas eram homens e 54 eram mulheres.
A média é de cerca de uma morte por dia no estado.
O número de homens mortos por suicídio é 233,3% maior que o de mulheres no período.
Em números absolutos, foram 126 mortes a mais entre homens.
Os dados mostram que, a cada mulher que morreu por suicídio, cerca de 3,3 homens foram vítimas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp 🔎 Setembro amarelo é o mês de conscientização dedicada à prevenção ao suicídio e à valorização da vida, período em que campanhas ganham espaço em diferentes ambientes da sociedade.
Agora no g1 O psicólogo Rodrigo Brito, doutor em Estudos de Linguagem pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e especialista em Gestão Pública pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), explica que a diferença não significa necessariamente que homens sofram mais do que mulheres.
Por que os homens são maioria entre as vítimas? Segundo o psicólogo, um dos fatores que ajudam a explicar a diferença está relacionado à forma como os homens são ensinados a lidar com o sofrimento.
Para Rodrigo, a ideia de que o homem precisa ser forte, independente e resolver os próprios problemas pode dificultar a busca por ajuda.
"Existe uma construção social da masculinidade que, em muitos contextos, associa o homem à força, à autonomia e à ideia de que ele precisa resolver seus problemas sozinho.
Isso pode dificultar a expressão da vulnerabilidade e a busca por ajuda", explicou.
Para o psicólogo, o problema não está na masculinidade, mas quando ideias como força, coragem e autonomia se tornam rígidas e fazem com que demonstrar vulnerabilidade seja visto como fraqueza.
"Existe uma masculinidade socialmente valorizada que frequentemente associa o homem à força, à coragem, ao controle e à capacidade de resolver seus problemas", afirmou o especialista.
Expressões como "homem não chora" e "seja forte", segundo o psicólogo, fazem parte desse processo de socialização e podem levar alguns homens a enxergar o pedido de ajuda como sinal de fracasso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso.