Entenda por que isso é bom
O mercado não vota, mas fala, e às vezes grita.
Na manhã seguinte ao primeiro turno, a B3 abriu como quem escancara as janelas depois de uma longa temporada de mofo.
O Ibovespa disparou 7,7% em um só pregão e cravou 206.911 pontos, o maior nível de sua história, depois de roçar os 209 mil no meio da tarde.
A máxima anterior, de 199 mil pontos, registrada em abril, virou retrato amarelado em poucas horas.
Na terça-feira, o índice devolveu meio ponto percentual, num gesto de realização de lucros que apenas confirma a regra: só se embolsa o que se conquistou.
E o dólar, que parecia ter fixado residência acima dos cinco reais, desceu as escadas e fechou cotado a R$ 4,97, o menor valor em cinco meses.
O gatilho tem nome e sobrenome.
Flávio Bolsonaro saiu das urnas com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Lula, uma vantagem de 2,2 milhões de votos que nenhuma pesquisa da véspera desenhou com tamanha nitidez.
O segundo turno, marcado para 25 de outubro, é outra eleição, com outra aritmética.
Mas parte dessa conta já parece resolvida.
O voto dos dois polos está cristalizado.
Quem escolheu Flávio no domingo dificilmente atravessará a rua rumo a Lula, e o caminho inverso é igualmente improvável.
Cada lado parte, portanto, do patamar que conquistou nas urnas.
A diferença começa a ser decidida no espólio da chamada terceira via.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.