Flávio acusa Durigan de fazer campanha para Lula enquanto ministro
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Lula (PT), reclamando que o ministro tem usado agendas institucionais para fazer campanha para o candidato petista.
A representação, sorteada para o ministro André Mendonça, pede que o TSE determine que o Ministério da Fazenda preserve os registros eletrônicos e documentais citados na denúncia, inclusive agendas, registros de viagem, dados de deslocamento, documentos de custeio, comunicações institucionais, materiais preparatórios e registros relativos aos servidores e serviços empregados.
Também pede a imediata apresentação dos documentos e informações relativos ao deslocamento e aos compromissos de Durigan em São Paulo em 17 de agosto, “especialmente aqueles relacionados ao custeio da viagem, utilização de transporte oficial, concessão de passagens ou diárias, servidores e assessores envolvidos, instalações utilizadas e materiais preparados para os respectivos compromissos”.
A campanha de Flávio também quer que Durigan seja impedido de participar do programa GloboNews Debate, previsto para 1º de setembro de 2026, no qual ele foi expressamente apresentado pela emissora como representante da candidatura de Lula.
Leia também Igor Gadelha Lula e Flávio confirmam presença na sabatina do Jornal Nacional Brasil Durigan vira porta-voz de Lula em ofensiva contra Flávio na economia Brasil Flávio Bolsonaro alega sátira e pede que vídeo de Lulinha siga no ar A queixa é baseada na participação de Durigan na 27ª Conferência Anual do Santander, anexando diversas matérias publicadas na imprensa tratando o ministro como “porta-voz para assuntos econômicos do plano de governo do presidente Lula”.
A representação por conduta vedada cita que o beneficiário político-eleitoral da suposta irregularidade seria Lula.
“A liberdade política pessoal do Ministro não autoriza que a disponibilidade funcional, os meios materiais ou a estrutura administrativa inerentes ao cargo sejam transferidos, sem solução de continuidade, para a atividade eleitoral”, diz a denúncia da campanha de Flávio.
O senador esteve em São Paulo no dia 20 de agosto, na semana passada, quando cumpriu agendas de campanha ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Visitou o Armazém Solidário, o Mercado Municipal de São Miguel Paulista, e o CDC Waldemar Moreno, todos na Zona Leste.
Os compromissos constavam na agenda pública do prefeito, que fez campanha ao lado de Flávio.
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