Bolsas da Europa avançam com impulso de tecnologia
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira (14) com a retomada do apetite por ações ligadas à inteligência artificial (IA), após os resultados e projeções fortes da holandesa ASML, maior fabricante mundial de equipamentos para a produção de chips.
A persistente incerteza geopolítica no Oriente Médio, no entanto, mantinha os preços do petróleo em alta e impôs pressão nas negociações no mercado amplo.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,43%, aos 637,75 pontos .
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,70%, a 10.724,86 pontos .
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,25%, a 25.322,48 pontos .
Em Paris, o CAC 40 avançou 0,58%, a 7.873,11 pontos .
O que movimentou a Europa hoje? Em balanço publicado hoje, a ASML (+1,8%) elevou novamente suas projeções, impulsionada pela forte demanda, o que impulsionou o setor de semicondutores.
Para o Tickmill Group, o foco dos investidores no setor de IA já não se restringe ao crescimento da receita, mas sim à capacidade da cadeia de suprimentos de atender à demanda sem gerar pressão sobre as margens, excesso de investimento ou dificuldades de financiamento.
A concorrente holandesa de menor porte ASM International avançou 0,5%.
Os houthis atacaram um complexo-sede da Saudi Aramco em Dhahran, no leste da Arábia Saudita, intensificando o conflito no Oriente Médio e dando suporte aos preços do petróleo.
A Shell avançou 1,1%, e a TotalEnergies e a BP tiveram altas de 0,5%.
A questão do setor energético foi abordada pela presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em evento em paralelo à reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).
A chefe do BC da zona do euro disse que a inflação tem subido “predominantemente” por causa dos preços de energia e que a escalada do conflito no Oriente Médio impõe uma “enorme pressão” sobre a oferta e o transporte de petróleo e gás.
Já o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, disse que não está claro se o banco central precisará elevar a taxa básica em um ponto porcentual completo para controlar a inflação. *Com informações da Dow Jones Newswires
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