Denúncia de intolerância envolve prefeito em caso de estátua do 'diabo'
A construção de uma estátua de 11 metros em um templo de Quimbanda, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, virou motivo de uma investigação por possível intolerância religiosa.
A denúncia foi apresentada pela sacerdotisa e líder espiritual do Palácio Estrela Negra da Quimbanda, conhecida como Mãe Rainha das Trevas, contra o prefeito do município, Marcelo Ferreira Teles, o Professor Marcelão (PT).
O Ministério Público do Ceará confirmou ao Correio a abertura de um inquérito para apurar o caso.
A estátua, que representa o diabo, também está no centro de uma disputa sobre a regularidade da obra.
Enquanto a sacerdotisa afirma que a construção está prevista no projeto do templo e devidamente legalizada, o prefeito sustenta que a autorização concedida pelos órgãos ambientais era para a construção do templo, e não para a estátua.
Segundo ele, a obra foi paralisada por técnicos do município.
Leia também : RS receberá o maior santuário dedicado a Lúcifer do Brasil; entenda Em nota ao Correio , o Ministério Público do Ceará informou que a 2ª Promotoria de Justiça de São Gonçalo do Amarante abriu procedimento para investigar a denúncia de possível intolerância religiosa apresentada contra a responsável pela construção da estátua.
O órgão afirmou ainda que os materiais anexados ao processo estão em análise.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Mãe Rainha das Trevas afirma que a obra não foi embargada.
Segundo ela, o município teria solicitado informações complementares, entre elas a projeção dos níveis de pressão sonora e o gerenciamento de resíduos de origem animal.
A sacerdotisa também afirma que a imagem de 11 metros já fazia parte do projeto aprovado para o templo.
“E a imagem do meu diabo, a estrutura encontra-se completamente dentro do projeto do templo que foi aprovado pelos órgãos competentes”, afirmou.
Em outro trecho do vídeo, ela defende que a construção ocorre dentro de uma propriedade particular e diz que a estrutura foi feita com recursos próprios.
“Deixem meu diabo de mão.
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