Insegurança custa caro ao Brasil e afeta renda, empregos e investimentos, aponta Fiesp
A violência e a sensação de insegurança têm impacto que vai muito além das estatísticas de crimes.
Segundo três pesquisas encomendadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a criminalidade também interfere diretamente no orçamento das famílias, na rotina de trabalho, nos investimentos das empresas e na competitividade do Brasil.
Os estudos serão apresentados nesta segunda-feira (31), durante o Congresso Fiesp de Segurança Pública, na sede da entidade, em São Paulo.
Os levantamentos ouviram cidadãos de todo o país, representantes da indústria de transformação paulista e pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais do estado.
A pesquisa Percepção Nacional de Segurança Pública ouviu 2.411 pessoas em 658 municípios das 27 unidades da federação.
O levantamento mostra que 84% dos brasileiros afirmam que a insegurança retira dinheiro do orçamento familiar.
Quase oito em cada dez entrevistados disseram ter tido algum tipo de custo financeiro relacionado à segurança nos últimos 12 meses.
A violência também interfere nas decisões profissionais.
Uma em cada quatro pessoas já deixou de aceitar uma oportunidade de trabalho por medo da criminalidade.
Além disso, 60% afirmam que suas atividades profissionais enfrentam dificuldades provocadas pela presença de facções, milícias ou organizações criminosas.
O medo também muda os hábitos de consumo.
Mais da metade dos entrevistados, 51%, deixou de comprar algum produto por receio de cair em golpes relacionados ao mercado ilegal.
Quase quatro em cada dez disseram ter comprado produtos e, posteriormente, ficado em dúvida sobre a procedência ou se eram suspeitos.
O contrabando e a pirataria também são vistos como problemas econômicos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.