Descoberta a primeira (e única) vítima de um trebuchet
O trebuchet , derivado do francês trébuchet , ou "trabuco" em português, foi uma das mais formidáveis armas de cerco do mundo antigo, e a mais poderosa até a invenção da pólvora.
Como uma explosão solar registrou a chegada dos vikings à América Ninguém sabe ao certo onde a versão que usa um contrapeso, diferente da manganela de tração, surgiu; a citação mais antiga é a de um documento de 1187, em que o autor do Sultanato Aiúbida Mardi ibn Ali al-Tarsusi relata as conquistas de Saladino.
Ele também foi usado pelos mongóis durante a campanha de Ögedei e Kublai Khan contra a dinastia Song, tudo antes dos europeus.
O "Lobo de Guerra" foi o maior trebuchet já construído (Crédito: Reprodução/acervo internet) O trebuchet foi uma ferramenta criada para avassalar as muralhas de castelos e outras fortificações, o que ele fazia muito bem.
Só que entre as várias evidências de seu uso, pesquisadores nunca acharam indícios de que um projétil lançado pela máquina tivesse causado a morte de alguém de forma direta... até agora.
O trebuchet e o homem mais azarado da História O causo foi revelado durante o 25.º Encontro da Associação Europeia de Paleopatologia, realizado entre os dias 3 e 7 de agosto de 2026 em Berlim, Alemanha.
Essa especialidade estuda evidências de doenças e traumas em humanos, animais e plantas encontrados em fósseis e restos mortais, de modo a reconstituir costumes e o estado da saúde de uma população em um determinado período.
A Dra.
Jo Buckberry , da Universidade de Bradford, em West Yorkshire, no Reino Unido, apresentou evidências envolvendo aquele que foi chamado de "Esqueleto 150", encontrado na capela do Castelo de Stirling, uma das mais antigas construções da Escócia e palco do último foco de resistência durante a Primeira Guerra de Independência, a que envolveu aquele cara .
Dentre todos os restos mortais ligados ao cerco imposto pelas forças do rei Eduardo I, "o Martelo dos Escoceses", que incluía vários trebuchets e posteriormente o "Lobo de Guerra", o maior já construído (mais sobre ele a seguir), o "150" era o que estava em pior estado, mesmo para um indivíduo morto há mais de 700 anos.
A parte superior de seu corpo foi, na falta de termo melhor, esmigalhada: Crânio partido em 61 pedaços; Costelas viraram 60 fragmentos separados; Ombro direito quebrado; Fêmur direito pulverizado, literalmente.
A equipe da Dra.
Buckberry usou tudo o que tinha à mão, de raios-X a tomografia computadorizada, de análises microscópicas a técnicas forenses, e os resultados apontavam todos para a mesma conclusão: algo muito grande e se movendo muito rápido acertou o pobre "150" em cheio, por trás e pela direita; o impacto despedaçou o crânio e quebrou o ombro, enquanto o peso do objeto destroçou o resto da parte superior de seu corpo.
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