JPMorgan fica mais otimista com Petrobras, PRIO, Vibra e Ultrapar e eleva preços-alvo
O JPMorgan elevou os preços-alvo de empresas brasileiras de petróleo, gás e combustíveis e manteve uma visão positiva para Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ), PRIO ( PRIO3 ), Vibra ( VBBR3 ) e Ultrapar ( UGPA3 ).
A revisão incorpora os resultados do segundo trimestre de 2026 e novas premissas para os preços do petróleo.
Para o banco, o cenário para o setor deve mudar nos próximos anos: enquanto os preços do petróleo tendem a caminhar para uma normalização, os negócios de refino e distribuição de combustíveis devem apresentar maior resiliência.
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A expectativa é de crescimento da oferta de produtores de fora da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e de uma demanda mais fraca, levando o mercado gradualmente de volta a um cenário de excesso de oferta.
Mesmo com essa perspectiva para o petróleo, o banco vê um cenário mais favorável para os derivados.
Anos de fechamento de refinarias nos Estados Unidos e na Europa deixaram o sistema global com capacidade mais apertada, enquanto conflitos geopolíticos e estoques reduzidos mantêm as margens de refino (crack spreads) sustentadas.
Com isso, o JPMorgan prefere empresas integradas e companhias expostas ao downstream, segmento que reúne refino, distribuição e comercialização de combustíveis.
Petrobras ( PETR4 ) Para a Petrobras, o JPMorgan elevou o preço-alvo das ações PETR3 para R$ 62,50 e de PETR4 para R$ 58,50, ambos com recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra).
O banco considera a estatal bem posicionada para capturar um ambiente favorável para o petróleo.
Com as novas premissas para o Brent, o JPMorgan projeta que o EBITDA do segmento de exploração e produção possa chegar a cerca de US$ 50 bilhões.
Na avaliação dos analistas, esse crescimento deve mais do que compensar possíveis impactos negativos de impostos sobre exportações e de margens menores no downstream.
O JPMorgan também considera a governança da Petrobras sólida, destacando regras mais claras sobre política de preços e mecanismos de compensação.
Embora ainda veja possibilidade de mudanças estratégicas, como aumento de investimentos ou novas aquisições, o banco não considera mais o fluxo de caixa uma preocupação diante de preços do petróleo bem acima do ponto de equilíbrio.
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