Gari que chorou por ônibus não parar para ela conta que motorista de app também já pediu para ela descer de carro: 'Disse que estava fedida'
Gari chora ao denunciar que ônibus não para em ponto por causa do uniforme dela A gari Valdetina Santos, de 45 anos, que chorou ao denunciar que um ônibus do transporte coletivo de Aparecida de Goiânia não parou para ela por causa do uniforme de trabalho, contou que também já sofreu discriminação de um motorista de aplicativo.
Segundo ela, o homem pediu que ela descesse do carro, alegando que estava “fedendo”.
“Uma vez eu estava com outras colegas em um carro de aplicativo e o motorista pediu para a gente descer porque disse que estávamos fedendo”, relatou em entrevista ao g1.
Ela trabalha há quase dois anos como gari e disse que também já percebeu olhares de nojo dos passageiros no transporte coletivo.
Valdetina se sente aliviada por não ter passado por uma situação pior, como um caso de agressão. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia informou que, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e do Consórcio Aparecida Limpa, “prestou assistência a colaboradora do consórcio Valdetina Santos e repudia todas as formas de discriminação”.
Após visitar Valdetina na segunda-feira (26), o prefeito Leandro Vilela afirmou que acionou os responsáveis para que "as providências e eventuais punições sejam tomadas".
Ao g1, a HP Mobilidade disse que "a empresa teve conhecimento do caso exclusivamente por meio da publicação em rede social, não havendo registro da ocorrência nos canais oficiais de atendimento do sistema de transporte coletivo" (leia na íntegra ao final do texto).
"A HP Mobilidade reafirma que não admite qualquer prática discriminatória ou tratamento desrespeitoso aos passageiros e, por essa razão, mantém ações de orientação e capacitação de suas equipes, voltadas à prestação de um atendimento humanizado, respeitoso e igualitário a todos os usuários do sistema", destacou.
Valdetina Santos denunciou ter sofrido discriminação, em Goiás Arquivo pessoal/Valdetina Santos Entenda o caso Segundo Valdetina, o vídeo foi gravado por uma sobrinha na última semana, a pedido dela.
No registro, que circulou nas redes sociais, a gari aparece emocionada ao relatar o que aconteceu.
“Na hora que eu voltei do ponto estava chorando demais e ela [sobrinha] gravou para mim.
Eu pedi para ela gravar, já estava cansada de tanta discriminação”, disse a trabalhadora.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.