Aves podem voltar à UE antes da carne bovina, diz ministro
O ciclo de produção mais curto de aves pode fazer a retomada das exportações de aves para a UE (União Europeia) ocorrer antes da carne bovina, segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
O chefe da pasta ainda afirmou que o governo brasileiro trabalha para conseguir ainda neste semestre a recolocação do país na lista de fornecedores de produtos de origem animal para o bloco.
De Paula acredita que não será possível reverter a decisão para a proteína bovina antes da entrada em vigor da decisão do Comitê Europeu, marcada para iniciar em três de setembro.
Mas, quanto às aves é possível e a diferença está justamente no tempo necessário para que cada cadeia consiga comprovar o cumprimento das exigências sanitárias do bloco.
“A carne bovina não dá para reverter no prazo, porque nós temos um ciclo do boi que é muito maior do que o ciclo da ave.
Mas as pactuações nos permitem que, rapidamente, uma vez que o ciclo das aves é de 45 dias, possam estar aptas a voltar a ter o status de fornecedoras para a Europa”, afirmou em entrevista à rádio Nova Brasil FM de Pernambuco nesta terça-feira (18).
Reino Unido pressiona governo por controle sobre carne brasileira Sindan defende segregação de animais para atender exigências União Europeia Senado amplia articulação sobre exigências da UE para carne bovina André de Paula afirmou que a prioridade do governo, neste momento, é conseguir a relistagem do Brasil .
Só depois disso, segundo ele, cada produto poderá voltar a ser exportado conforme as exigências do mercado europeu.
“Num segundo momento, vamos ter o produto de acordo com as exigências que são colocadas pelo mercado europeu e vamos voltar a fornecer a nossa carne bovina, as nossas aves, o nosso pescado, o nosso mel, os nossos ovos”, frisou.
O ministro ainda reforçou que o governo tem trabalhado para que a relistagem aconteça ainda neste semestre, mas o fornecimento “depende muito do período da cadeia”.
André de Paula destacou também que o impacto da decisão pode ir além do mercado europeu.
Segundo ele, entre 10 e 18 países seguem regras sanitárias semelhantes às da UE e poderiam adotar medidas na mesma direção.
O ministro avaliou que a negociação também envolve interesses comerciais, diante da competitividade dos produtos brasileiros.
“Muitas vezes, por trás da questão técnica, em questões econômicas, políticas.
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