Servidora que atestou prédio demolido é inquirida por enriquecimento ilegal
Um inquérito administrativo aberto na Prefeitura de São Paulo em 2025 apura o eventual enriquecimento ilícito de Viviane Rodrigues de Palma , a servidora responsável pelo documento que atestava a demolição do prédio que desabou , no último final de semana, na Penha, na zona leste da cidade, e matou seis pessoas.
A apuração teve início com uma sindicância patrimonial em 2020 e deu origem ao inquérito, instaurado pela Corregedoria Geral do Município ( CGM ) em maio do ano passado.
O documento também fala em “eventuais atos de improbidade administrativa”.
Em 2022, Viviane chegou a ser suspensa por 15 dias do cargo na Coordenadoria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura Penha.
De acordo com a CGM, o processo é sigiloso e ainda não foi encerrado.
“A servidora foi interrogada, houve apresentação de manifestação pela defesa e o processo segue em andamento.
Por se tratar de procedimento sigiloso, a CGM não comenta o mérito das alegações da defesa”, disse o órgão em nota.
Em outubro de 2025, a defesa da fiscal foi intimada a se manifestar no processo.
“Uma vez constatada a inconsistência patrimonial, cabe à indiciada provar a licitude tanto de seus bens quanto de suas movimentações financeiras, durante a instrução do inquérito administrativo.
A mera alegação não a desincumbe do ônus da prova peculiar deste tipo de processo”, dizia o texto publicado no Diário Oficial do município.
O Metrópoles procurou a advogada de Viviane Rodrigues de Palma, mas não recebeu retorno até o momento de publicação desta reportagem.
O espaço permanece aberto.
Servidora e outros três podem ser indiciados pela Polícia Civil A Polícia Civil de São Paulo afirmou, em coletiva de imprensa na terça-feira (15/9), que quatro pessoas podem ser indiciadas por homicídio com dolo eventual pelo desabamento do prédio.
Três delas, os sócios da construtora responsável pela obra, já tiveram mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça.
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