Como o Metallica levou metal para as massas com 'Black Album'
Início da década de 1990. O Metallica, até então coroado como maior expoente do thrash metal, decide que é hora de desacelerar o andamento das músicas, enxugar a duração e aumentar o apelo comercial. O resultado? Seu quinto trabalho de estúdio, homônimo, mas também eternizado por público e crítica como Black Album , lançado a 12 de agosto de 1991.
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A mudança radical de sonoridade ficou evidente logo nas primeiras notas de "Enter Sandman" , que se tornaria o maior sucesso radiofônico da banda - na época e também atualmente na era do streaming. Diferente, por exemplo, do rebuscado ...And Justice for All (1988), em que as músicas passavam facilmente dos seis minutos com estruturas intrincadas, o novo álbum apostava em riffs de guitarra mais diretos, ganchos melódicos e uma cozinha que privilegiava o groove em vez da velocidade.
Nas mãos do produtor Bob Rock, que vinha da escola hard rock e havia trabalhado com Aerosmith, Bon Jovi, Mötley Crue e The Cult, o Metallica se despiu da tradição e de estilemas do thrash para apostar em um som majoritariamente mais palatável. A começar pelas linhas vocais de James Hetfield, que se viu instigado a cantar mais limpo e a explorar novas nuances de sua voz.
O quarteto californiano já havia tido experiências com algo possível de se chamar de power ballads — "Fade to Black" , "Welcome Home (Sanitarium)" e "One" —, mas nada comparado a "The Unforgiven" e, especialmente, "Nothing Else Matters" . Nesta, pela primeira vez James Hetfield expunha sua vulnerabilidade em uma letra íntima sobre distância e saudade, acompanhada por arranjos orquestrados pelo maestro Michael Kamen .
Músicas como "Sad But True" , "Don't Tread on Me" e "The God That Failed" mantinham o peso, mas com uma cadência em rotação reduzida. Facilitou para transpor os shows da banda para arenas e estádios cada vez mais abarrotados, com fãs batendo cabeça e cantando ao mesmo tempo — um dos trunfos históricos do Metallica.
O lado B traz várias faixas que podem não ter se tornado clássicos absolutos e obrigatórios nos shows, como "Through the Never" , "Of Wolf and Man" e "My Friend of Misery" , mas que sempre despertam a preferência de alguns fãs como sendo suas favoritas dentre as canções "esquecidas".
Visualmente, a arte escolhida foi minimalista.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.