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Casal é preso por suspeita de sequestrar, torturar e extorquir vítimas em Boa Vista

Folha de Boa Vista ·
Casal é preso por suspeita de sequestrar, torturar e extorquir vítimas em Boa Vista

Foto: Divulgação/PCRR O casal de venezuelanos J.A.F.R., de 25 anos, e a companheira, G.Y.H.V., de 29 anos, foram presos pela Polícia Civil de Roraima após uma investigação de quase três meses, que os apontou como suspeitos de de sequestrar, torturar e extorquir duas pessoas em Boa Vista.

A ação ocorreu na manhã dessa segunda-feira, 19 de outubro, no bairro Alvorada, zona oeste de Boa Vista, por meio do 4º DP (4º Distrito Policial), e coordenada pelo delegado Jonathan Freese.

Os crimes teriam começado em 25 de julho deste ano, após um desentendimento, e envolveram agressões físicas, manutenção das vítimas em cativeiro e exigências de dinheiro aos familiares para a libertação dos dois.

O trabalho incluiu depoimentos das vítimas e de testemunhas, análise de comprovantes de transferências via Pix, levantamento de informações sobre veículos e registros audiovisuais produzidos durante o cativeiro.

Os crimes Segundo o delegado, os fatos começaram na tarde de 25 de julho, quando A.W.Z.H., de 20 anos, venezuelano, teria sido levado à força até um lava-jato, onde foi amarrado e agredido.

O episódio teve origem em um desentendimento relacionado ao desaparecimento de objetos do estabelecimento.

Ainda na mesma noite, J.A.F.R., de 25 anos, acompanhado de sua companheira, G.Y.H.V., de 29 anos, teria ido à residência dos pais de E.C.S.O., de 19 anos, brasileira e companheira de A.W.Z.H.

No local, os envolvidos teriam recolhido aparelhos celulares para impedir que os familiares acionassem a polícia.

A jovem foi retirada à força da residência e, segundo os relatos reunidos durante a investigação, agredida diante dos próprios familiares.

Em seguida, E.C.S.O. foi levada junto com o companheiro para um imóvel no bairro Asa Branca, onde ambos permaneceram trancados e amarrados, submetidos a agressões físicas e ameaças.

Durante a investigação, J.A.F.R. admitiu ter mantido as vítimas no local e desferido golpes com uma tábua de madeira na região das nádegas de ambas.

Ele também confirmou ter gravado um vídeo no qual os dois eram obrigados a fazer declarações sobre o suposto furto e a assumir o compromisso de ressarcir os prejuízos alegados.

Enquanto as vítimas permaneciam em cativeiro, seus familiares passaram a receber exigências financeiras para conseguir a libertação.

Segundo a apuração, foram cobrados R$ 4 mil para libertar E.C.S.O. e outros R$ 5 mil para liberar A.W.Z.H., totalizando R$ 9 mil.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhabv.com.br — o conteúdo pertence a Folha de Boa Vista.

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