Motoboys criticam Flávio e 'resgatam' motociata para apoiar Lula em SP
Entregadores de aplicativo fizeram hoje, em São Paulo, uma motociata em apoio à reeleição do presidente Lula (PT).
Entre as pautas do ato, estão também a defesa da democracia e a rejeição à proposta do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de criar o regime de trabalho por hora trabalhada, em oposição ao fim da escala 6x1, aprovada no Congresso.
O ato foi convocado por MTST, VAT (Movimento Vida Além do Trabalho), Frente Povo sem Medo e o Movimento dos Trabalhadores sem Direitos. A deputada estadual reeleita Ediane Maria (PSOL) e o deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT) compareceram.
Nas bags, as mochilas usadas para entrega pelos trabalhadores, era possível ver adesivos da campanha de Lula, contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e também contra o presidente americano, Donald Trump.
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Entregadores também levaram placas com os dizeres "Abre o sigilo, Flávio", em referência ao desafio feito por Lula para que o adversário libere seus sigilos fiscal e telefônico.
A escolha por chamar o ato de motociata foi uma provocação à extrema direita, segundo JR Freitas (PSOL), liderança do movimento por direitos para os entregadores.
As motociatas se tornaram símbolo do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que organizou e participou de várias delas.
"É proposital [chamar o ato de motociata]. O Bolsonaro ficou quatro anos fazendo motociata, mas, na verdade, quem estava na rua foram os empregadores. Do mesmo jeito que eles tomaram a nossa bandeira e a gente teve que trazer de volta, a gente está fazendo o mesmo com a motociata", afirmou JR.
Segundo ele, governo Lula falhou em entender os anseios dos entregadores. Passou parte do mandato, na avaliação de JR, defendendo para a categoria a lógica do regime CLT, o que é rejeitado por esses trabalhadores.
"Esse trabalhador rejeita a CLT, mas não rejeita os direitos. Queremos a flexibilidade de horários, mas também uma regulamentação que traga direitos mínimos pra nós", disse JR.
A gestão petista tenta se aproximar de uma parcela desse trabalhador que tem manifestado nos últimos anos apoios a nomes da direita, como Flávio Bolsonaro (PL), Pablo Marçal (PRTB) e Renan Santos (Missão).
O governo apresentou ao Congresso um projeto para regulamentar o trabalho dos entregadores, mas a proposta não avançou por resistência dos parlamentares.
JR Freitas cobra que, caso reeleito, o presidente Lula atue para aprovar o texto. A liderança defende a proposta do governo de pagar aos entregadores o valor mínimo de R$ 10 por entrega para rotas de até 4 km e um adicional de R$ 2,50 por km rodado a partir desse limite.
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