Renan Santos volta a defender criação de bomba atômica pelo Brasil
Siga UOL Notícias no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, defendeu que o Brasil crie um programa nuclear voltado à eventual produção de armas atômicas, em entrevista à TV Globo.
Renan Santos afirmou que armas nucleares ampliariam a soberania e o peso internacional do Brasil. "As nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares, e elas se fazem respeitadas por causa disso", disse.
O candidato diz que o país deveria discutir a produção de uma bomba atômica no médio e longo prazo. Ele também cogitou deixar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, citando a Coreia do Norte como uma nação "respeitada".
A Constituição determina que atividades nucleares no território brasileiro tenham fins pacíficos e dependam de aprovação do Congresso. Renan Santos sustenta que o Brasil precisaria ampliar a soberania territorial e militar para tentar um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
No futuro, se o Brasil quiser ser uma das cinco maiores nações do mundo, ele vai precisar ter soberania, soberania sob seu próprio território, soberania militar e vai ter que discutir ter bombas atômicas. Renan Santos (Missão), candidato à Presidência da República
"Muitos elementos que foram adotados em El Salvador serão adotados por mim", afirmou Renan . Ele citou como exemplos a decretação de regime de exceção e estado de defesa em áreas dominadas pelo crime organizado.
O modelo de segurança pública de Bukele passou a ser defendido por candidatos de extrema direita no Brasil. A estratégia contribuiu para a redução dos índices de criminalidade em El Salvador, mas também é alvo de denúncias de violação de direitos humanos, incluindo tortura, desaparecimentos e restrições ao direito de defesa.
Candidato minimizou as denúncias sobre El Salvador, que afirmou desconhecer. Também defendeu que policiais que presenciarem assaltos no Brasil "atirem para matar". "Eu acho que o sangue que tem que jorrar não é o do inocente, é o do bandido", declarou. "Banho de sangue é a única coisa que eu posso fazer em resposta a uma pessoa que está com uma arma apontada para outra pessoa", acrescentou.
Renan também afirmou que o Brasil "não pode mais aceitar" ser refém de bandidos. "O povo brasileiro está pedindo uma guerra. É uma guerra que o brasileiro quer", disse.
O que eu defendo é a criação e a declaração de uma guerra contra o crime organizado. É a aceitação de uma realidade que já é verdadeira para os brasileiros. Precisamos de uma guerra contra eles, esse é o primeiro ponto.
O candidato voltou a defender que o Brasil desenvolva uma bomba atômica. Segundo ele, ter armas nucleares é uma forma de defender a soberania do país.
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