Renan Santos diz que Brasil precisa de bomba atômica para ser respeitado
Candidato do Missão defende saída do Tratado de Não Proliferação e diz que país precisa ampliar soberania militar para ser uma das maiores nações do mundo
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão), 42 anos, defendeu nesta 4ª feira (26.ago.2026) que o Brasil desenvolva armas nucleares. A declaração foi dada em sabatina do “Jornal Nacional”, conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, na TV Globo.
“Se o Brasil quiser ser uma das 5 maiores nações do mundo, que se presta a sentar na mesa com Estados Unidos, Índia, Rússia e China, ele vai precisar ter soberania, a soberania sobre o seu próprio território, soberania militar, e vai ter que discutir ter bombas atômicas” , declarou.
O candidato disse, no entanto, que o país não teria condições de desenvolver esse tipo de armamento nos próximos 10 anos.
O Brasil é signatário do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que restringe o desenvolvimento e a aquisição desse tipo de armamento pelos países que não eram reconhecidos como potências nucleares quando o acordo foi firmado.
Nesse sentido, os jornalistas citaram o caso da Coreia do Norte, que abandonou o tratado em 2003 e desenvolveu armamento nuclear. Renan respondeu dizendo que, embora seja contrário ao regime coreano, o país tem o respeito que a Venezuela não teve, em referência à invasão pelos Estados Unidos em janeiro deste ano.
Renata: “A sua ideia é retirar o Brasil do tratado de não proliferação de armas nucleares?”
A Constituição brasileira determina que toda atividade nuclear em território nacional seja admitida somente para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso.
Renan também criticou a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação à China.
“O Brasil, hoje, é um vassalo da China, de acordo com a ação política do Lula, no cenário global. Onde há uma briga internacional envolvendo interesse chinês, Lula se pronuncia favoravelmente à China” , declarou.
O candidato também citou conflitos internacionais, incluindo o confronto entre Israel e Irã, para criticar os posicionamentos do presidente brasileiro. Segundo Renan, Lula se manifesta sobre disputas internacionais “sem o Brasil ter nenhum ganho” .
Renan foi o 3º presidenciável entrevistado pela Globo na série com candidatos ao Palácio do Planalto. Romeu Zema (Novo) participou na 2ª feira (24.ago) e Ronaldo Caiado (PSD), na 3ª feira (25.ago).
A emissora convidou os 6 candidatos mais bem colocados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto. Lula será entrevistado na 5ª feira (27.ago), Flávio Bolsonaro (PL) na 6ª feira (28.ago) e Augusto Cury (Avante) no sábado (29.ago).
Aos 42 anos, Renan disputa sua 1ª eleição à Presidência. É empresário, ativista político e um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), criado em 2014. O Missão, partido vinculado ao MBL pelo qual concorre, foi criado em 2025.
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