Cientistas conseguem usar dispositivo para tomar controle de Boeing 737
Uma equipe de cientistas da computação da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, mostrou que um invasor com acesso físico por menos de um minuto a um Boeing 737 é capaz de interferir nas comunicações entre dois computadores essenciais da aeronave.
Em uma demonstração, os pesquisadores conseguiram alterar informações relacionadas à trajetória de voo e à decolagem.
O teste não foi realizado em um avião comercial em operação.
No lugar dele, os pesquisadores reproduziram o ataque em uma plataforma de testes formada por peças reais de um Boeing 737, bem como pelo software tipicamente utilizado nesse tipo de aeronave.
Detalhes do estudo foram apresentados nesta quinta-feira (13), durante o Simpósio de Segurança da USENIX, em Baltimore, nos Estados Unidos.
A pesquisa chama atenção para um aspecto pouco associado à segurança cibernética: a possibilidade de um ataque começar não pela internet, mas pelo acesso físico ao avião.
Os cientistas afirmam que esse tipo de vulnerabilidade merece atenção porque áreas técnicas de aeronaves, embora controladas, podem não ser completamente inacessíveis.
Ataque iniciado com acesso físico à aeronave De acordo com os pesquisadores, o ponto mais vulnerável de uma aeronave para ataques fica em uma porta de manutenção localizada no compartimento de eletrônicos e equipamentos, abaixo do nariz da aeronave.
O local abriga sistemas essenciais e pode ser acessado a partir do solo.
A equipe estima que a conexão do dispositivo à porta levaria menos de 60 segundos.
Isso significa que, em um cenário hipotético, um atacante precisaria conseguir acesso ao avião enquanto ele estivesse estacionado no portão de embarque ou em um hangar durante uma atividade de manutenção.
Os pesquisadores projetaram, construíram e programaram um pequeno dispositivo de hardware que atua como uma entidade terceirizada, assumindo o controle de dois computadores essenciais em uma aeronave 737 Universidade da Califórnia San Diego Embora o acesso a áreas como essas seja controlado, os cientistas afirmam que os mecanismos de segurança não são necessariamente infalíveis.
A preocupação central, portanto, é que uma oportunidade breve possa ser suficiente para instalar o equipamento.
“O acesso físico por tempo limitado, por exemplo, 60 segundos, representa um objetivo realista para um atacante motivado e as consequências de um acesso tão breve podem ser significativas”, escreveram os pesquisadores, em comunicado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.