Justiça determina que Zema preste depoimento sobre uso de celular na cabine de votação
A Justiça Eleitoral determinou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) preste depoimento à Polícia Civil para explicar o uso de um celular dentro da cabine de votação durante o primeiro turno das eleições, realizado no dia 4 de outubro.
A utilização de dispositivos móveis no registro do voto é proibido pela legislação eleitoral .
Além de Zema, a Justiça também solicitou o depoimento dos mesários que trabalharam na seção eleitoral , na cidade de Araxá, no Alto Paranaíba.
Eles deverão responder se houve fiscalização ou orientação para que o ex-governador de MG deixasse o celular antes de entrar na cabine e se o aparelho chegou a ser utilizado para registrar imagens da tela da urna eletrônica .
No primeiro turno, Zema foi flagrado com um celular na cabine de votação.
Ao sair da escola, o mineiro justificou que levou o dispositivo móvel porque não foi alertado pelos mesários .
O ex-governador de MG relatou que, apesar de ter levado o dispositivo para a cabine, não tirou fotos.
“Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas isso não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar.
Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali.
Fui só votar mesmo.
A colinha estava no papel, levei no papel.
Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora” Ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) O caso também foi levado ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que denunciou Zema por suspeita de violação do sigilo do voto .
Segundo a legislação, a pena de prisão é de até dois anos para quem violar ou tentar violar o sigilo da votação.
Apuração do TRE/MG Logo depois do caso vir à tona, ainda durante o domingo do primeiro turno, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que a situação envolvendo Zema será apurada .
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