Delcy diz que Venezuela terá eleições com o 'mundo como testemunha'
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se apresentou hoje como a única pessoa capaz de garantir uma mudança democrática no país e prometeu realizar eleições com uma autoridade eleitoral renovada.
Ela afirmou, em pronunciamento televisionado, que serão realizadas todas as eleições previstas na Constituição, mas não informou uma data. Também garantiu que o processo será organizado por uma autoridade eleitoral "renovada". "Haverá eleições, todas as previstas em nossa Constituição, organizadas por uma autoridade eleitoral renovada e com o mundo como testemunha", declarou em uma mensagem ao país.
Hoy, a las 11:00 a. m., dirigiré un mensaje al pueblo venezolano. Venezuela cuenta con una hoja de ruta clara para la transformación democrática, económica y social que este momento histórico exige.
Esse processo só pode ser conduzido por alguém que conheça profundamente as entranhas do Estado venezuelano. Fui vice-chanceler, chanceler, ministra, vice-presidente e agora sou presidente interina. Conheço esse Estado e sou a pessoa adequada para conduzir esse processo
Segundo Rodríguez, seu governo tem um "roteiro" para responder "às exigências do contexto atual". "O horizonte político da Venezuela não é medido por uma data no calendário, mas por uma sequência de objetivos que devemos alcançar: um marco de verdadeira convivência democrática e paz, uma reforma jurídica ordenada, garantias de condições reais para a participação justa de todas as forças políticas do país e eleições que sejam uma solução, e não um fator gerador de conflitos irreconciliáveis", declarou.
"Na semana passada, a Assembleia Nacional apresentou uma reforma, e o Supremo Tribunal declarou a constitucionalidade dessa iniciativa. Peço à Assembleia Nacional que conduza um processo amplo e inclusivo de consultas com todos os setores envolvidos, para promover um amplo debate sobre essa proposta", informou.
Ela também destacou que está em andamento uma "grande consulta nacional para reformar a Justiça Penal, com apoio técnico da União Europeia e da ONU (Organização das Nações Unidas)".
"Recentemente, chegamos a um acordo com a União Europeia para receber assistência técnica e avançar nessa direção. Também solicitamos a colaboração do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos", explicou.
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