Eduardo Razuk: como funcionava esquema suspeito de rifas de carros de luxo que movimentou R$ 100 milhões
Como funcionavam as rifas do influencer suspeito de movimentar R$ 100 milhões em MS Mais de R$ 100 milhões movimentados em seis meses, com rifas de carros de luxo consideradas ilegais pela polícia e uma estrutura criada para fazer os sorteios e o dinheiro arrecadado parecerem regulares.
Esse é o esquema investigado pela Polícia Civil que levou à prisão do influencer Eduardo Razuk, do irmão dele, Rafael Razuk, e de outros dois homens na Operação Rodas da Sorte. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo o delegado Pedro Henrique Pilar Cunha, responsável pela investigação, Razuk promovia desde 2019 uma modalidade de sorteio que a polícia classifica como loteria não autorizada e teria arrecadado valores multimilionários com a atividade.
A investigação aponta ainda que o dinheiro era alvo de lavagem, por meio da ocultação ou dissimulação da origem dos valores, utilizando empresas em outros estados, sem autorização regular.
A defesa de Eduardo e Rafael afirma que os sorteios eram legais e respeitavam as regras específicas do setor.
Os advogados disseram que ainda não tiveram acesso à investigação nem à decisão judicial.
Leia a nota na íntegra no fim da reportagem.
Mas uma dúvida ganhou espaço após as prisões: se os carros eram sorteados e entregues aos vencedores, por que a polícia considera a atividade ilegal? Afinal, por que a rifa é ilegal? A diferença entre uma rifa e uma promoção comercial autorizada ajuda a entender o caso.
Segundo o Ministério da Fazenda, rifas são proibidas no Brasil.
O órgão define rifa como sorteio feito por meio da venda de bilhetes numerados.
A exceção indicada pelo governo para sorteios com venda de bilhetes envolve entidades beneficentes, dentro das condições previstas na legislação.
Isso é diferente de uma promoção comercial, que pode distribuir prêmios gratuitamente como estratégia de publicidade de produtos, serviços ou marcas.
Esse tipo de ação é previsto na Lei n.º 5.768/1971 e depende de autorização.
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Os pedidos são feitos pelo Sistema de Controle de Promoção Comercial (SCPC), que emite o certificado de autorização.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mato Grosso do Sul.