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China recupera pela primeira vez foguete em solo e estreita distância com SpaceX

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China recupera pela primeira vez foguete em solo e estreita distância com SpaceX

A empresa chinesa LandSpace conseguiu, nesta quarta-feira (19), recuperar em solo o primeiro estágio de um foguete pela primeira vez na história do país, marco que a agência estatal Xinhua classificou como um avanço importante da tecnologia de foguetes reutilizáveis chinesa.

O lançamento do Zhuque-3 partiu do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no deserto de Gobi, colocando em órbita um satélite de internet da série Honghu-3.

Cerca de 390 quilômetros depois, o primeiro estágio pousou verticalmente sobre suas próprias pernas na província de Gansu.

O feito marca a segunda recuperação de um estágio de foguete pela China em pouco mais de um mês, em julho, um Longa Marcha 10B já havia sido recuperado, mas em uma plataforma no mar, usando um sistema de captura por rede.

Desta vez, o pouso em solo com pernas de aterrissagem representa uma etapa tecnológica distinta, tornando a China o primeiro país a dominar dois métodos diferentes de recuperação orbital, um feito que nem mesmo os Estados Unidos, pioneiros da tecnologia de reutilização, haviam alcançado.

O Zhuque-3 tem 66 metros de altura e é construído em aço inoxidável, material que a LandSpace afirma oferecer maior resistência térmica e custo de produção potencialmente mais baixo do que a liga de alumínio-lítio usada no Falcon 9, da SpaceX.

O foguete funciona com metano e oxigênio líquido, combinação que queima de forma mais limpa do que o querosene usado pelo veículo americano, e é capaz de levar 14,2 toneladas métricas à órbita baixa da Terra em voos sem recuperação do estágio.

Leia mais: 8 em cada 10 empresas B2B ainda gerenciam vendas sem inteligência preditiva, revela levantamento Peça-chave para as megaconstelações chinesas A conquista coloca a LandSpace ao lado da SpaceX , da Blue Origin e da agência espacial estatal chinesa como as únicas entidades a recuperar com sucesso um veículo de lançamento orbital.

A empresa ainda não reaproveitou fisicamente um estágio recuperado em um novo voo, etapa que a SpaceX já domina havia mais de uma década, a Falcon 9 realiza cerca de 150 lançamentos por ano, reutilizando boosters dezenas de vezes.

O avanço tem implicações diretas na corrida espacial entre China e Estados Unidos.

Pequim vem tentando construir suas próprias redes de satélites de internet em larga escala, batizadas de Guowang e Qianfan, para competir com a Starlink, da SpaceX.

Mas, sem capacidade de lançamento barata e reutilizável, a expansão dessas constelações tem patinado: enquanto a Starlink já colocou em órbita mais de 10 mil satélites operacionais usando o Falcon 9, as redes chinesas somam hoje cerca de 200 unidades.

A promessa da LandSpace é justamente reduzir esse gargalo, tornando os lançamentos mais frequentes e baratos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.

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