Viva a Sociedade Educativa. Evoé Paulo Freire
Instituído há 60 anos, quando a Unesco definiu a leitura e escrita como direitos humanos fundamentais, o Dia Mundial da Alfabetização – em 8 de setembro – tem uma função didática: levar a sociedade à reflexão.
No Brasil, pela primeira vez, caiu a menos de 5% a população de analfabetos/as acima de 15 anos, o que representa cerca de 8,4 milhões de pessoas.
Em 1900, eram analfabetos/as 65,3% da população de 17,5 milhões de pessoas.
Nos anos 1970, 1980 e 1990, houve redução percentual de analfabetos, mas o número continuava a girar em torno de 18 milhões de pessoas.
Em 2020, este apagão de leitura e escritura abarcava 11 milhões de pessoas.
Baixamos o percentual, mas continuamos com milhões de pessoas excluídas deste direito humano básico.
Não entraram nessa conta nem os analfabetos funcionais, nem os que estão se analfabetizando com o uso intensivo de publicações em áudio e audiovisual nas mídias digitais.
O texto escrito está se tornando problema que a IA resolve, basta mandar um prompt, em áudio.
As trocas de mensagens, quando escritas, ganham nova linguagem, reduzida a muitas consoantes e algumas vogais, em que KBÇA é imediatamente associada a “cabeça”, excluindo “cobiça” e “cabaça”.
O vocabulário também encolhe.
A escrita foi a tecnologia que impactou a organização social da espécie humana.
A história não dependia mais, apenas, da reprodução de acontecimentos em versos de métricas para apoiar a memória, para que o feito continuasse ecoando com o passar do tempo.
A escrita permitia contar a partir de documentos guardados.
Em geral, falar em alfabetização nos remete ao aprendizado da escritura/leitura.
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