Investigação divide suposto esquema na Santa Casa em dois núcleos empresariais
A investigação que levou a presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e outras cinco pessoas à prisão sustenta que as suspeitas de fraude funcionavam em duas frentes ligadas pela própria estrutura administrativa do hospital.
De um lado, está o contrato firmado com a Redvalue para digitalização de prontuários e outros documentos.
De outro, as sucessivas contratações feitas pela Operadora Santa Casa Saúde com empresas vinculadas ao advogado Paulo da Cruz Duarte.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Alir ocupava a posição central dessa estrutura.
A investigação afirma que, como presidente da Santa Casa, ela tinha poder para nomear pessoas em postos estratégicos, manter contratos, controlar a estrutura administrativa e permitir que recursos chegassem aos núcleos empresariais investigados.
Alir foi presa preventivamente na sexta-feira (11), durante a Operação Antidotum.
Também foram presos Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, Rinaldo Hakme Romano, Maurício Aparecido Benites, Alessandro Dias Junqueira e Monique Gregório de Oliveira.
A operação ainda cumpriu 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia.
Alir e Paulo Guilherme foram encaminhados ao Presídio Militar.
Rinaldo, Maurício, Alessandro e Monique permaneceram na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada).
A primeira frente detalhada pelos investigadores envolve a Redvalue.
A empresa foi contratada em outubro de 2024 para digitalizar o acervo documental da Santa Casa.
O MPMS sustenta que a contratação foi feita sem estudo técnico, termo de referência, análise de viabilidade ou demonstração de vantagem econômica e que as empresas que apresentaram propostas pertenciam ao mesmo núcleo empresarial.
À frente desse núcleo, segundo a investigação, estaria Maurício Aparecido Benites, um dos presos na operação.
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