Sem Guardiola, City faz reformulação de R$ 3,1 bi e bate recorde do futebol
A reformulação de elenco depois do encerramento do trabalho de dez anos de Pep Guardiola fez o Manchester City gastar mais dinheiro do que qualquer outro clube na história do futebol.
Agora sob comando de Enzo Maresca, ex-técnico do Chelsea, a equipe inglesa gastou nada menos que 526,2 milhões de euros (R$ 3,1 bilhões) na janela de transferências encerrada na última segunda-feira.
Com isso, destruiu o recorde estabelecido pelo Liverpool no Mercado da Bola do meio do ano passado. Na ocasião, os Reds desembolsaram 483,1 milhões de euros (R$ 2,8 bilhões) em reforços.
O City saiu às compras sem dó de gastar dinheiro porque precisava buscar novas alternativas para se reconstruir sem Guardiola, o arquiteto da era mais vitoriosa da história do clube, e tinha de cobrir os buracos deixados pela saída de alguns dos seus principais jogadores, como Rodri, Bernardo Silva e John Stones.
Assim, realizou a contratação mais cara do planeta nesta janela: o meia argentino Enzo Fernández, tirado do Chelsea justamente no último dia do Mercado da Bola inglês, por 145 milhões de euros (R$ 865,7 milhões).
Também foi o único clube a realizar duas transações de nove dígitos, já que desembolsou 135 milhões de euros (R$ 806 milhões) para contratar o volante Elliot Anderson, do Nottingham Forest e titular da seleção inglesa na Copa do Mundo-2026.
Os Citizens foram ainda responsáveis pela maior venda feita por um clube brasileiro neste ano: 37,5 milhões de euros (R$ 223,9 milhões) pagos ao Palmeiras pelo meia-atacante Allan.
Curiosamente, o jogador foi contratado para substituir outro representante do futebol pentacampeão mundial, Savinho, que foi negociado com o Tottenham.
Considerando todas as vendas que fez nesta janela, o City arrecadou 337 milhões de euros (R$ 2 bilhões). Ou seja, na balança comercial do Mercado da Bola, fechou no vermelho, com prejuízo de 189,2 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão).
O City é um dos quatro times que passaram com 100% de aproveitamento pelas duas primeiras rodadas do Inglês. A equipe mais cara da história do futebol derrotou Bournemouth e Crystal Palace.
Além dele, Arsenal, Hull City e Chelsea também já chegaram aos seis pontos e fazem parte da turma que divide a liderança do campeonato nacional mais badalado do planeta.
Neste fim de semana, o City tem, pelo menos em tese, um compromisso mais tranquilo: o recém-promovido Coventry City, em casa. A partida está marcada para sábado.
Depois, os comandados de Maresca viajam a Portugal para a estreia na Liga dos Campeões da Europa, terça-feira, contra o Porto. A Inglaterra conta com cinco representantes nesta edição do torneio continental: Arsenal, Aston Villa, Manchester United e Liverpool, além da nova equipe de Allan, é claro.
Enzo Fernández (M, ARG, Chelsea): 145 milhões de euros Elliot Anderson (M, ING, Nottingham Forest): 135 milhões Ayyoub Bouaddi (M, MAR, Lille): 95 milhões Iliman Ndiaye (MA, SEN, Everton): 70 milhões Allan (MA, BRA, Palmeiras): 37,5 milhões Mathys Detourbet (MA, FRA, Troyes): 25 milhões Jeremy Monga (MA, ING, Leicester): 11,7 milhões Gerónimo Rulli (G, ARG, Olympique de Marselha): 3,5 milhões Pierce Charles (G, IRN, Sheffield Wednesday): 3,5 mihões
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