Chefe da AIEA pede que Irã colabore para verificar suas obrigações
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica pediu, nesta terça-feira (27), que o Irã "colabore com a AIEA, sem mais demora, para esclarecer as questões pendentes" sobre as obrigações nucleares de Teerã.
Diante do Conselho de Segurança da ONU, Rafael Grossi instou a República Islâmica a fornecer à agência "as informações e o acesso de que ela necessita para verificar todas as instalações e materiais em questão, conforme exige a obrigação legal do Irã".
A AIEA não tem acesso às instalações nucleares do país desde junho de 2025, quando Israel, com o apoio dos Estados Unidos, atacou infraestruturas desse setor no Irã.
Outras infraestruturas nucleares têm sido alvo de ataques desde o final de fevereiro, com a eclosão do conflito no Oriente Médio.
Há dúvidas sobre o estado das reservas iranianas de urânio altamente enriquecido.
Antes dos ataques de junho de 2025, a AIEA havia calculado que o Irã possuía cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%.
O país sempre negou ter o objetivo de desenvolver armamento atômico e defende seu direito de manter um programa nuclear civil.
O representante iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, denunciou nesta terça-feira o "silêncio" do Conselho de Segurança diante dos ataques americanos e israelenses contra seu país.
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