Como será a cobrança do imposto mínimo para altas rendas a partir de 2027
A declaração do Imposto de Renda de 2027 trará uma novidade para quem está no topo da pirâmide de renda.
Pessoas físicas que receberem mais de 600 mil reais ao longo de 2026 estarão sujeitas à nova tributação mínima anual, criada para estabelecer um piso de imposto sobre as altas rendas.
A cobrança, porém, não significa que todo mundo que ultrapassar esse valor terá automaticamente de pagar 10% de Imposto de Renda.
Entre 600 mil reais e 1,2 milhão de reais de rendimentos anuais, a alíquota mínima cresce gradualmente de zero até 10%.
A partir de 1,2 milhão de reais, chega aos 10%.
Também não se trata necessariamente de um imposto adicional de 10%.
Na hora do acerto, será considerado o Imposto de Renda que já incidiu sobre os rendimentos do contribuinte.
Assim, a cobrança servirá para completar, quando necessário, a diferença entre a carga efetivamente paga e o piso estabelecido pela nova regra.
É por isso que duas pessoas com renda anual semelhante poderão terminar 2026 com contas diferentes perante a Receita.
A composição dos rendimentos passa a ser decisiva: salários, aluguéis, dividendos, aplicações e outras fontes podem ter tratamentos tributários distintos.
A lei também exclui determinados rendimentos do cálculo, como heranças e doações e, em certas condições, ganhos de capital e alguns investimentos.
Continua após a publicidade Há ainda uma cobrança que já ocorre durante 2026.
Desde janeiro, lucros e dividendos superiores a 50 mil reais pagos no mesmo mês por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física estão sujeitos à retenção de 10% na fonte.
Esse imposto retido entra posteriormente na apuração da tributação mínima anual.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.