sexta-feira, 18 de setembro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Programa de pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP seleciona candidatos Física Moderna para Sala de Aula: Luz e Ondas Ciência no Cinema: O Primeiro Homem Bancos brasileiros de rodolitos, algas calcárias que parecem pedras, abrigam até 1% da vida marinha global FAPESP anuncia 32 novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento Documentário resgata trajetória de pioneira na pesquisa sobre cerâmica popular feminina VÍDEO | Teste simples prevê perda de autonomia em idosos Quanto rendem R$ 1.000 na poupança, CDB, LCI e Tesouro com a Selic a 13,75% Postagens críticas de gestor contra ex-CVM não configuram stalking, diz PF Produção agrícola brasileira bate recorde de R$ 927,2 bilhões em 2025 Programa de pós-graduação da Faculdade de Saúde Pública da USP seleciona candidatos Física Moderna para Sala de Aula: Luz e Ondas Ciência no Cinema: O Primeiro Homem Bancos brasileiros de rodolitos, algas calcárias que parecem pedras, abrigam até 1% da vida marinha global FAPESP anuncia 32 novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento Documentário resgata trajetória de pioneira na pesquisa sobre cerâmica popular feminina VÍDEO | Teste simples prevê perda de autonomia em idosos Quanto rendem R$ 1.000 na poupança, CDB, LCI e Tesouro com a Selic a 13,75% Postagens críticas de gestor contra ex-CVM não configuram stalking, diz PF Produção agrícola brasileira bate recorde de R$ 927,2 bilhões em 2025
Últimas

'Morte e Vida Madalena' faz declaração de amor e de revolta ao cinema

Folha de S.Paulo ·
'Morte e Vida Madalena' faz declaração de amor e de revolta ao cinema

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

Madalena, papel de Noá Bonoba, uma produtora de cinema, se prepara para as filmagens de uma ficção científica de baixo orçamento idealizada por seu pai, que morreu faz pouco tempo. Ela está grávida e deverá iniciar o set poucas semanas antes do parto.

A relação entre a perda do pai e o nascimento iminente está impressa no título cabralino do novo longa de Guto Parente , que acompanha o turbulento cotidiano de uma equipe de cinema, da pré-produção até a gravação do plano final, no litoral cearense.

"Morte e Vida Madalena" , que estreou no Festival de Documentário de Marselha e entrou em cartaz na França, é também uma homenagem agridoce ao cinema enquanto trabalho de grupo. Guto Parente e outros integrantes da equipe fizeram parte do coletivo Alumbramento, de Fortaleza , que produziu uma série de filmes nos anos 2000 e 2010.

Em meio à umidade e vagar, o tempo de chuva parece atrapalhar a colocação dos trilhos para a filmagem de um travelling na praia, no dia um das filmagens. Temos a impressão, falsa, de que a meteorologia será o grande percalço do set. Os problemas logo se revelam muito mais complicados.

O diretor, ex-marido de Madalena, desaparece. Quem poderá substituí-lo? As dificuldades se multiplicam: é preciso começar a filmar, mas o dinheiro da produção, obtido via lei de incentivo, ainda não chegou.

Para além do exercício de metalinguagem, Guto Parente oferece um retrato desesperador das incertezas enfrentadas pelos humanos corajosos —ou imprudentes?— que fazem cinema independente no Brasil .

O longa demonstra um manejo muito preciso da tensão e do relaxamento, do humor e do drama, alternando momentos de espera com diálogos cortantes e velozes. Não se trata, porém, de um filme sombrio, muito menos cínico. E sim de uma declaração de amor ao cinema, um amor misturado à revolta.

A fotografia, de Ivo Lopes Araújo, vai do lirismo de certas passagens ao efeito, por vezes cômico, da oscilação entre planos abertos e closes, entre a ambiciosa beleza do cenário e os problemas práticos mais comezinhos.

"Morte e Vida Madalena" tem um lado pedagógico, detendo-se sobre o trabalho de cada integrante da equipe técnica, como a assistente de direção que se recusa a substituir o diretor desaparecido, ou o responsável pelo som que consegue regular o microfone para ouvir as conversas da produtora e ameaça fazer greve caso não seja pago. São, aliás, impagáveis os diálogos em que Madalena tenta gerenciar o caos de um set sem dinheiro. "Só se eu vender meu filho", chega a dizer ela, num tom que mistura chiste, desespero e raiva.

É, a um só tempo, política e estética a escolha de Guto Parente na composição do elenco, formado por pessoas queer, sem que isso seja tematizado. Afinal, o que impediria uma atriz trans de interpretar uma mulher grávida? A atuação de Noá Bonoba condensa a força do filme.

Ler a notícia completa no Folha de S.Paulo ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

Mais de Folha de S.Paulo

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›