Quanto rendem R$ 1.000 na poupança, CDB, LCI e Tesouro com a Selic a 13,75%
A redução da taxa básica de juros Selic decidida ontem pelo Banco Central, de 14% para 13,75% ao ano, impacta os rendimentos de aplicações de renda fixa, como a poupança, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) , a LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e Tesouro Direto. Veja quanto rendem R$ 1 mil aplicados por um ano com a nova taxa e orientações de como ajustar sua carteira.
Selic é referência para investimentos no Brasil. A taxa básica de juros é base para os rendimentos de aplicações de renda fixa, como Tesouro Selic. Como a Selic caiu para 13,75%, esses produtos passam a oferecer um ganho ligeiramente menor.
Confira como ficam os rendimentos para uma aplicação de R$ 1.000 pelo período de um ano sob o novo patamar de juros. Os cálculos foram feitos a pedido do UOL por Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos. Ele usou como premissas uma alíquota de Imposto de Renda de 17,5% no Tesouro Selic e no CDB, a LCI isenta de IR e a poupança remunerando 0,5% ao mês + TR.
Tesouro Selic rende R$ 1.113,44 após um ano, o que representa um ganho líquido de R$ 113,44. As simulações já consideram o desconto do Imposto de Renda de 17,5%.
CDB a 110% do CDI rende R$ 1.123,87 no mesmo período, com ganho líquido de R$ 123,87. Segundo as simulações de Leonardo Mendes, consultor financeiro da Manchester Investimentos, este rendimento também já considera o desconto do Imposto de Renda de 17,5%.
LCI a 85% do CDI alcança o valor de R$ 1.116,03, gerando um retorno de R$ 116,03. Por lei, LCIs são isentos de IR (Imposto de Renda) para pessoas físicas.
Poupança apresenta o menor rendimento, somando R$ 1.061,68 mais a TR (Taxa Referencial), com ganho de R$ 61,68 mais a taxa. Por regra, a caderneta é isenta de IR. Ela rende uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial), quando a Selic está acima de 8% ao ano. Com Selic igual ou inferior a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da própria Selic mais a TR.
Para o cenário atual, o especialista aponta como as três categorias da renda fixa podem atender aos objetivos dos aplicadores. Diversificação ideal sugerida pelo especialista divide o patrimônio em três frentes de renda fixa.
No caso do IPCA+, proteção como inflação é ponto forte. Como é indexado à inflação, esses papéis garantem uma taxa real acima da variação dos preços. Isso funciona como colchão extra contra alta inesperada nos preços.
Prefixados apresentam característica mais agressiva. Se a queda dos juros for mais rápida e intensa do que o mercado espera, esses papéis tendem a apresentar uma valorização maior. Por outro lado, se o cenário se deteriorar e as taxas futuras voltarem a subir, também podem sofrer mais no mercado secundário para quem precisar vender antes do vencimento.
Pós-fixados funcionam como reserva de liquidez, reserva de emergência e caixa para novas oportunidades. Como acompanham de perto a Selic, reduzem a necessidade de acertar o momento exato dos movimentos da curva de juros.
Investidor não deve olhar apenas para a taxa de hoje, mas para a trajetória esperada dos juros daqui para frente. Segundo Mendes, mais do que tentar escolher um único indexador, é importante o aplicador diversificar a carteira.
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