O Palmeiras é mesmo muy amigo do Vasco
Torcedores palmeirenses e vascaínos confraternizavam no estádio e a presidenta alviverde trocava gentilezas com seu enteado, possível comprador da SAF A cruzmaltina.
No gramado artificial o ambiente era de competição sem carícias, com os cariocas em busca de contra-ataques e da vitória ausente há sete jogos.
Os paulistas precisavam se recuperar da derrota para o Fluminense e aumentar a vantagem depois do tropeço do Flamengo contra o Palestra Itália mineiro.
Quando o clássico chegou aos 35 minutos a única emoção foi causada por Thiago Mendes, o amigo de Neymar, ao exigir boa defesa de Carlos Miguel, aos 20.
Aos 34, um carrinho de Barboza danificou irremediavelmente a bandeirinha de escanteio.
Só aos 41, em clima de despedida para o Manchester City, o menino Allan fez bela jogada, aliviada a escanteio.
Tchê Tchê parecia saudoso de seus tempos alviverdes e a cada intervenção devolvia a bola ao ex-time.
O 0 a 0 acabou como o resultado lógico para o mau desempenho dos donos da casa, e interessante para os visitantes recebidos com deferência em São Paulo.
Flaco López não está nem aí para a situação desesperadora do co-irmão e tratou de fazer um golaço depois de o Vasco não conseguir afastar a bola de sua área: 1 a 0, em arremate espetacular.
Antes do quarto minuto, Vitor Roque cabeceou, Cuesta estava com o braço aberto, e o pênalti foi marcado para ele mesmo fazer 2 a 0.
Quem tem talento tem tudo, mesmo quando o conjunto não está em dia feliz.
Pergunte ao rubro-negro se ele prefere vencer sem convencer ou perder jogando bem.
Aos 10, em contra-ataque, Maurício ampliou, ao receber de Andreas Pereira: 3 a 0.
Como contra o Santos, o Vasco saía de rendimento aceitável para ficar à beira de ser goleado, no penúltimo lugar do Brasileirão, costeando o alambrado do quinto rebaixamento. Desesperador.
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