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Temperatura do oceano é a mais quente em 125 mil anos? Entenda a comparação

G1 ·
Temperatura do oceano é a mais quente em 125 mil anos? Entenda a comparação

Por que a temperatura do oceano importa tanto? Os oceanos estão hoje mais quentes do que estiveram nos últimos 125 mil anos? A comparação ganhou força depois que o observatório europeu Copernicus registrou, em 22 de agosto, o maior valor diário já medido pela sua série histórica: 21,1°C de temperatura média na superfície do mar. 🔴 Diferente de outras comparações que circulam nas redes sobre o clima, essa aqui tem respaldo científico.

Mas a lógica por trás dela exige contexto, porque não existe um termômetro que media como era a temperatura no oceano há 125 mil anos.

O recorde de agosto superou todos os valores já registrados desde 1979, início da série histórica por satélite do Copernicus.

A comparação com um passado tão distante vem de outro lugar: um estudo publicado na revista científica Science, que serve como referência para reconstruir o clima há milhares de anos. ⚠️ Antes, um alerta: o fato de a Terra já ter atingido temperaturas parecidas no passado não enfraquece a preocupação com o aquecimento global.

Aquele calor teve causas naturais, pela variação de luz que o planeta recebia, e se desenvolveu ao longo de 13 mil anos.

Essa subida devagar foi o bastante para a Terra se reorganizar diante dos efeitos.

Por exemplo, naquela época, o mar subiu até 9 metros, o que, hoje, colocaria em risco boa parte das grandes cidades costeiras do mundo.

Gráfico mostra a temperatura média diária da superfície dos oceanos em 2026, que chegou a 21,1°C em 22 de agosto e superou os anos anteriores.

C3S/ECMWF Os oceanos estão mais quentes que há 125 mil anos? A base para entender isso são os estudos que analisam a temperatura no passado.

Um deles foi publicado na Science em 2017, liderado pelo pesquisador e cientista climático Jeremy S.

Hoffman, que reconstruiu a temperatura da superfície do mar durante o chamado Último Período Interglacial, intervalo entre 129 mil e 116 mil anos atrás. ➡️ Esse período foi a última vez em que o planeta esteve numa fase quente parecida com a atual, mas antes da industrialização, quando a humanidade começou a emitir cada vez mais gases relacionados ao efeito estufa e que provocam o aquecimento global.

Com isso, ele funciona como uma espécie de retrato do clima sem a influência humana.

Como não existiam termômetros nem satélites naquela época, os cientistas recorrem a sedimentos depositados no fundo do oceano ao longo de milênios.

Compostos químicos preservados nesses sedimentos funcionam como um registro indireto da temperatura da água no momento em que foram formados.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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