O “L” de Lula como símbolo de resistência à extrema direita e ao bolsonarismo
O símbolo da letra “L”, feito com os dedos polegar e indicador, é utilizado em campanhas eleitorais desde 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva foi candidato à presidente da República do Brasil pela primeira vez.
Desde então, esse gesto esteve presente em todas as campanhas em que Lula concorreu.
Portanto, dentro do cenário político brasileiro, é um símbolo consolidado e repleto de significados, especialmente para a militância de esquerda e para os eleitores do presidente reeleito.
Em 2026, com o retorno de uma onda comportamental extremista ao Brasil — fruto do processo iniciado após o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, articulado por parlamentares de extrema direita —, instalou-se no país um cenário de retrocesso na garantia e valorização dos direitos sociais.
Nesse período, intensificaram-se as especulações e manobras para alinhar a opinião pública a uma narrativa de que o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) não seriam confiáveis para o povo brasileiro.
Foram promovidos ataques ostensivos ao caráter de Lula e articulou-se um cerco para que a extrema direita assumisse o controle do Parlamento.
O plano de domínio do país, impulsionado pelo que mais tarde se consolidaria como o fenômeno do bolsonarismo, a princípio avançava conforme o planejado por seus articuladores.
Eles não contavam, contudo, com a memória histórica de grande parte do povo brasileiro.
A prisão de Lula, ocorrida sem a apresentação de provas concretas que comprovassem os crimes a ele atribuídos, foi fruto de um processo judicial notoriamente parcial e desonesto, conduzido pelo ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro.
Com a queda de Dilma e a prisão de Lula, emergiu em 2018 a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência.
Junto de seus familiares e apoiadores, Bolsonaro apresentava um projeto autoritário de governo, sustentado pelo discurso de que as gestões petistas haviam fracassado.
Durante seu mandato, o mundo enfrentou a pandemia da Covid-19.
Bolsonaro ignorou os protocolos sanitários indicados pela comunidade científica internacional, recusou ofertas de vacinas, minimizou o sofrimento das vítimas e conduziu o país ao caos: hospitais e cemitérios superlotados e um rastro de mortes evitáveis.
Até hoje, a sociedade brasileira tenta se recuperar dos transtornos causados pela negligência e pelo desrespeito promovidos pelo Estado durante o auge da crise sanitária.
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