Londrina libera 17 áreas para moradias populares e pode atender mais de 2 mil famílias
A Câmara Municipal de Londrina aprovou, por 15 votos a 4, o projeto que libera 17 áreas públicas urbanas para a construção de moradias populares.
A iniciativa prevê quase R$ 700 milhões em investimentos e pode beneficiar mais de 2 mil famílias que vivem atualmente em situação de vulnerabilidade social ou em ocupações irregulares.
O Projeto de Lei 192/2026 autoriza a desafetação dos terrenos para que eles sejam utilizados na construção de unidades habitacionais com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, com participação da Caixa Econômica Federal.
Uma das áreas previstas inicialmente foi retirada do projeto após uma emenda aprovada pelos vereadores.
Os demais terrenos estão localizados em regiões que já contam com estrutura urbana, o que deve facilitar o acesso dos futuros moradores a escolas, unidades básicas de saúde, transporte e outros serviços.
O projeto visa atender cerca de 60% das aproximadamente 3,5 mil famílias que atualmente vivem em condições consideradas vulneráveis em Londrina.
O número poderá aumentar com outras unidades habitacionais previstas pela Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) e com as 680 moradias que devem ser entregues até o fim do ano.
Cohab tem 60 mil cadastros A demanda por habitação em Londrina é muito maior do que o número de famílias atualmente atendidas pelas políticas habitacionais.
A Cohab-Ld possui cerca de 60 mil cadastros de pessoas que aguardam uma oportunidade de conseguir uma moradia.
A seleção das famílias que poderão receber as unidades seguirá critérios definidos pelo Ministério das Cidades.
Entre as prioridades estão pessoas que vivem em áreas de risco ou insalubres, mulheres responsáveis pelo sustento da família e pessoas com deficiência.
Próximo passo é iniciar as obras Depois da aprovação do projeto pela Câmara, o próximo passo é a sanção da lei pelo prefeito Tiago Amaral.
Na sequência, as empresas responsáveis pela construção, que já foram selecionadas por licitação, deverão apresentar a documentação exigida à Caixa Econômica Federal.
A liberação dos terrenos é resultado de uma articulação entre a Prefeitura de Londrina, o Governo Federal, a Caixa, o Poder Judiciário e o Governo do Paraná para viabilizar novamente empreendimentos financiados pelo Fundo de Arrendamento Residencial na cidade.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.