Fora de controle: ebola no Congo passa de 6.000 casos e 2.900 mortes
O surto de Ebola no leste do Congo ultrapassou 6.000 casos e chegou a 2.911 mortes, informaram autoridades do país à Associated Press.
Mais de 1.360 pessoas se recuperaram da doença durante o surto. As autoridades classificaram esse resultado como um desenvolvimento "encorajador".
Vírus chegou a duas novas zonas de saúde na região na semana passada. O surto se espalha em meio à insegurança, aos deslocamentos de moradores, à greve de trabalhadores da saúde e à intensa circulação de pessoas.
Acampamentos de deslocados concentram uma situação considerada preocupante. Moradores desses locais já vivem em condições precárias, o que dificulta as ações de contenção.
Uma equipe de resposta ao Ebola foi atacada no sábado (29) nos arredores de Mambasa, na província de Ituri. Jovens armados com facões invadiram um funeral, obrigaram os profissionais a fugir e feriram um integrante do grupo.
Profissionais pedem reforço de segurança para atuar nas áreas afetadas. "Exigimos mais segurança para podermos operar em campo e fazer nosso trabalho sem colocar nossas vidas em perigo", disse Floribert Magene, integrante da equipe.
Corpos de pessoas que morreram de Ebola podem transmitir o vírus durante os funerais. O risco aumenta quando familiares e amigos preparam os mortos para o enterro e se reúnem nas cerimônias.
Autoridades congolesas determinaram que enterros de vítimas suspeitas sejam conduzidos, sempre que possível, por equipes oficiais. A medida provoca protestos de familiares e amigos em alguns casos.
O atual surto é provocado pelo vírus Bundibugyo, um tipo raro do vírus Ebola. Não há vacina nem tratamento aprovados para esse vírus, e ensaios clínicos buscam uma vacina licenciada.
O Congo começou na semana passada a vacinar profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha de frente com a vacina Ervebo. O imunizante foi eficaz contra surtos causados pelo vírus Zaire, mais comum e diferente do que circula agora.
Autoridades declararam o surto em meados de maio, mas avaliam que o vírus circulava desde fevereiro. A doença saiu de três zonas de saúde e alcançou quase 60, com a maior parte dos casos e mortes fora da rede de contatos monitorados.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que o surto segue fora de controle. A entidade avalia que ele pode superar a epidemia de Ebola de 2014 a 2016 na África Ocidental, que matou mais de 11 mil pessoas.
Medidas como restrição a reuniões, distanciamento e fechamento de aeroportos afetaram seis províncias do Congo. Ituri enfrenta ainda a violência de grupos rebeldes, e entidades da sociedade civil dizem que o governo precisa ampliar a confiança das comunidades.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.