“Game of Thrones” no STF, caso Lulinha e Master atravessam a eleição de 2026
A extensão do caso Lulinha é hoje uma das grandes incógnitas para o governo — inclusive quando a pergunta é se o assunto pode ter reflexos entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.
O filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo a pedido da Polícia Federal (PF).
As investigações surgiram a partir de desdobramentos da Operação Sem Desconto, que apura fraudes envolvendo descontos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Reabertura dos trabalhos no STF Reprodução A preocupação no governo já existe por um motivo simples: interlocutores dizem que não há como dimensionar o impacto político, porque ninguém sabe, neste momento, o que ainda pode aparecer envolvendo Lulinha.
Sem saber o tamanho do caso, também não há como construir uma explicação ou estratégia política definitiva.
O mantra do governo é: “não tem como explicar Lulinha se Lulinha não se explicar”.
Mas há uma segunda camada dessa eleição acontecendo dentro do Supremo Tribunal Federal.
O “Game of Thrones” do STF também passa por 2026.
Há pelo menos três cadeiras no horizonte — as dos ministros de Luiz Fux, Cármen Lúcia e a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso — e outras duas que podem entrar no jogo.
Ou seja: a eleição presidencial pode redesenhar profundamente a composição e a correlação de forças da Corte.
E essa disputa já começou.
A partir de 2027, Alexandre de Moraes assume a presidência do STF.
Hoje, há diferentes grupos e alianças internas na Corte, com Moraes de um lado dessa reorganização e André Mendonça ganhando força em outro campo.
O ponto é que alguns dos casos mais explosivos do momento - INSS/Lulinha, a atuação da lobista ligada ao caso e o caso Master - atravessam justamente essa disputa interna e, ao mesmo tempo, têm potencial eleitoral.
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