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O peixe que consegue caminhar pelo fundo do oceano usando estruturas semelhantes a pernas

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O peixe que consegue caminhar pelo fundo do oceano usando estruturas semelhantes a pernas

Conheça os triglídeos que transformaram raios das nadadeiras em estruturas capazes de caminhar e detectar alimento sob a areia

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Alguns peixes que vivem próximos ao fundo marinho parecem desafiar a anatomia típica dos animais aquáticos. Os triglídeos, conhecidos em inglês como sea robins ou gurnards , possuem raios modificados das nadadeiras peitorais que funcionam como apêndices semelhantes a pernas. Essas estruturas permitem caminhar e explorar o sedimento , e em algumas espécies os apêndices sensoriais conseguem detectar alimento escondido sob a areia.

Os triglídeos pertencem à família Triglidae e possuem grandes nadadeiras peitorais, frequentemente abertas como leques. Alguns dos raios inferiores dessas nadadeiras são separados da membrana principal e ficam livres, formando estruturas móveis que entram diretamente em contato com o fundo do oceano.

Esses apêndices sensoriais podem sustentar movimentos alternados que lembram pequenos passos enquanto o peixe explora o substrato. Eles não são pernas verdadeiras como as dos vertebrados terrestres, mas partes altamente modificadas das nadadeiras peitorais que adquiriram novas funções ao longo da evolução.

Uma pesquisa publicada em 2024 na revista Current Biology demonstrou que, em algumas espécies, essas estruturas fazem muito mais do que auxiliar na locomoção. Os apêndices possuem inervação abundante e podem responder tanto a estímulos mecânicos quanto a substâncias químicas presentes no ambiente.

Experimentos com Prionotus carolinus mostraram que esses peixes conseguem localizar presas enterradas sem depender apenas da visão. Os pesquisadores chegaram a esconder cápsulas contendo determinadas substâncias químicas, e os animais foram capazes de encontrá-las, demonstrando uma capacidade sensorial altamente especializada.

Este registro feito próximo à Samoa Americana mostra um triglídeo utilizando seus raios modificados para caminhar pelo fundo do oceano.

Não. Uma das descobertas mais interessantes surgiu quando os pesquisadores receberam exemplares que aparentemente deveriam apresentar o mesmo comportamento, mas não conseguiam encontrar as presas enterradas com a mesma eficiência. A investigação revelou que pertenciam a outra espécie, Prionotus evolans .

Enquanto P. carolinus apresenta apêndices com papilas especializadas e grande sensibilidade química e tátil, P. evolans possui estruturas mais semelhantes a hastes e sem essas papilas. Essa comparação mostrou que a capacidade sensorial extremamente desenvolvida não pode ser atribuída igualmente a todos os integrantes da família Triglidae.

A comparação com o paladar ajuda a explicar o fenômeno, mas precisa ser utilizada com precisão. Os pesquisadores encontraram nas papilas de P. carolinus receptores epiteliais associados à detecção química, além de neurônios sensíveis ao toque. Portanto, os apêndices funcionam como verdadeiros órgãos sensoriais.

Isso permite ao peixe investigar uma área que aparentemente não contém alimento e detectar sinais provenientes de organismos escondidos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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