Quedas lideram hospitalização de crianças e adolescentes
Os casos de quedas lideram hospitalizações de crianças e adolescentes até 14 anos no Brasil pelo décimo ano consecutivo, diz pesquisa da Aldeias Infantis SOS. Hospitalizações por acidentes cresceram 5,4% no último ano, passando de 121.933, em 2024, para 128.466 casos, em 2025; estudo da Organização também mostra que, em 2024, 3.341 crianças e adolescentes morreram em decorrência de acidentes evitáveis.
De 2016 a 2025, um total de 518.249 jovens nessa faixa etária foram internados no Brasil em decorrência de quedas —uma média de 51.825 internações por ano. O levantamento inédito foi realizado pelo Projeto Criança Segura, da Aldeias Infantis SOS, Organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo.
Além das quedas, o ranking de acidentes de 2025 também lista ocorrências de queimaduras (19,6% dos casos), sinistros de trânsito (9,9%), intoxicações (3,3%), sufocações (0,5%), afogamentos (0,2%), acidentes com armas de fogo (0,1%) e outros acidentes (23,1%). De acordo com o levantamento, os casos de intoxicações apresentaram o maior crescimento em relação a 2024, de 19,7%, seguidos por sufocações (10,8%) e queimaduras (7,4%).
No que se refere às quedas, um dos principais desafios apontados pelo estudo é a qualidade do registro das ocorrências. Em 2025, 25.774 hospitalizações por essa causa não tiveram o tipo de acidente especificado, o equivalente a 46,2% dos registros. No decênio, as categorias não especificadas corresponderam a 48,1% das ocorrências.
Para a Aldeias Infantis SOS, informações mais precisas nos boletins de atendimento e prontuários são fundamentais, tanto para o histórico de saúde das crianças quanto para orientar campanhas e políticas públicas de prevenção. A Organização ainda destaca que mais de 90% dos acidentes, independentemente de suas causas, são evitáveis.
“Os números mostram que não podemos naturalizar acidentes e sinistros que, em sua grande maioria, poderiam ser evitados. A persistência das quedas no decênio analisado, bem como o crescimento de ocorrências como intoxicações e a quantidade de registros de casos sem especificação revelam que precisamos combinar informação, ambientes mais seguros, supervisão adequada e políticas públicas capazes de atuar sobre os diferentes fatores de risco presentes em cada etapa da infância, apoiando as famílias para um cuidado eficaz”, afirma José Carlos Sturza de Moraes, Pesquisador e Ponto Focal do Projeto Criança Segura da Aldeias Infantis SOS.
O estudo da Aldeias Infantis SOS também traz dados referentes a mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos no país em 2024. A soma das oito categorias analisadas revela que, naquele ano, foram registradas 3.341 mortes. No levantamento, as sufocações foram a principal causa, com 1.039 óbitos (ou 31,1% do total de casos registrados), seguidas por acidentes de trânsito, com 922 (27,6%), e afogamentos, com 850 (25,4%). Juntas, essas três causas responderam por, aproximadamente, 84,1% das mortes totais do período analisado.
O perfil da mortalidade também muda conforme a idade. Crianças de 1 a 4 anos concentraram 1.095 mortes, ou 32,8% do total, enquanto os menores de 1 ano somaram 930 óbitos (27,8%).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.