Há 40 mil anos, um filhote de mamute-lanoso ficou congelado na Sibéria — cientistas descobrem agora detalhes sobre seus últimos momentos de vida
Chamado de Yuka, o animal teve moléculas de RNA preservadas no tecido muscular, permitindo que cientistas identificassem genes ativos nos momentos finais de sua vida
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um filhote de mamute-lanoso encontrado congelado na Sibéria revelou detalhes impressionantes sobre seu estado biológico pouco antes da morte.
Chamado de Yuka , o animal teve moléculas de RNA preservadas no tecido muscular, permitindo que cientistas identificassem genes ativos nos momentos finais de sua vida — algo nunca obtido com tamanha precisão em um animal extinto.
Yuka morreu há quase 40 mil anos e permaneceu preservado no permafrost siberiano. A análise indica que o filhote ainda apresentava intensa atividade muscular antes de morrer, possivelmente enquanto tentava escapar de predadores ou de uma área coberta por lama.
O corpo teria sido atacado por leões-das-cavernas e acabou preso em sedimentos que congelaram rapidamente. Exames anteriores de outros filhotes já haviam apontado que mamutes jovens podem ter morrido após aspirar lama durante acidentes semelhantes.
O RNA se degrada muito mais facilmente que o DNA depois da morte. A preservação de moléculas tão antigas só foi possível porque o corpo ficou congelado em condições excepcionais no permafrost da Sibéria.
De dez amostras de tecidos de mamutes avaliadas, apenas três apresentaram RNA detectável. Somente o material de Yuka permitiu um sequenciamento detalhado, considerado o mais antigo já realizado.
Veja uma matéria sobe a mamute Yuka no vídeo abaixo do canal do “ Renato Silva “.
Diferentemente do DNA, que funciona como um arquivo de informações genéticas, o RNA registra quais genes estavam sendo utilizados pelas células em determinado momento.
Por isso, o material encontrado em Yuka funciona como uma espécie de retrato molecular de sua condição antes da morte. Os pesquisadores identificaram sinais relacionados à contração muscular, à elasticidade dos tecidos e ao metabolismo energético.
O resultado sugere que o filhote estava sob forte esforço físico, embora o RNA não permita reconstruir exatamente cada movimento realizado pelo animal.
A análise dos tecidos preservados revelou informações que ajudam a reconstruir o estado físico de Yuka:
A análise molecular de Yuka encontrou sinais que ajudam a reconstruir o que acontecia no organismo pouco antes da morte.
Genes associados à atividade e à contração dos músculos estavam ativos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.