Papa Leão 14 se reunirá com vítimas de abusos da Igreja em viagem à América do Sul
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O papa Leão 14 se reunirá com vítimas de abusos cometidos por membros do clero e outros integrantes da Igreja Católica durante sua viagem à América do Sul no próximo mês , informou o Vaticano nesta terça-feira (27).
"Haverá reuniões com pessoas que foram vítimas de abusos por membros do clero e da Igreja" durante a viagem do sumo pontífice, que o levará ao Uruguai , à Argentina e ao Peru de 6 a 17 de novembro, explicou o Vaticano em um comunicado.
"Esses encontros refletem o desejo do papa de expressar sua proximidade com aqueles que sofreram —e continuam sofrendo— em decorrência dessa violência ."
O Vaticano não especificou onde nem com quem serão realizadas essas reuniões, nas quais o papa pretende "trabalhar com [as vítimas] para desenvolver caminhos de cura e garantir que a Igreja continue sendo um espaço seguro e espiritualmente saudável".
Esta será a primeira viagem do sumo pontífice desde seu diagnóstico de câncer de pulmão e a cirurgia a que ele foi submetido . Segundo o ministro das Relações Exteriores do Vaticano, isso é um "divisor de águas" para como os católicos veem sua saúde e seu pontificado.
"Isso muda completamente o cenário", disse o arcebispo Paul Gallagher a jornalistas durante um evento em Roma nesta terça-feira.
Gallagher disse que, devido à idade relativamente baixa de Leão para um papa e ao seu bom condicionamento físico, alguns católicos o consideravam um papa "Super-Homem".
"A doença revelou que Leão é um pobre mortal como todos nós", afirmou o arcebispo.
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A igreja iniciou os trâmites para o pagamento, que não sairá dos cofres do Vaticano, mas dos bens confiscados do grupo após sua dissolução.
O antecessor de Leão 14, o papa Francisco , ordenou o encerramento desse grupo ultraconservador, o Sodalício de Vida Cristã (Sodalitium Christianae Vitae), uma semana antes de morrer, em 2025 , após uma investigação de sete anos conduzida pelo Vaticano .
Além da indenização, representantes da Santa Sé e lideranças locais realizaram atos públicos em maio de 2026, onde pediram perdão de joelhos às comunidades afetadas pela organização, como por exemplo os camponeses que tiveram terras expropriadas pelo Sodalício.
Antes do fim decretado por Francisco, o próprio Sodalício reconheceu formalmente ao menos 83 vítimas de seus crimes, e desembolsou cerca de U$ 5,3 milhões (R$ 28,3 milhões) em reparações parciais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.