Lula x Flávio: 2º turno será absolutamente imprevisível, diz especialista
Uma nova rodada da pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (21), aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno das eleições.
O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, comenta o tema ao Hora H .
O levantamento registrou 46% das intenções de voto para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre os dias 18 e 20 de setembro, em todo o Brasil, com nível de confiança de 95% .
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG e registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Os votos brancos, nulos e indecisos somaram 7%, enquanto 1% não soube ou não respondeu.
Leia Mais Nexus/BTG: Lula e Flávio tem empate técnico no 2º turno com 47% e 44% Nexus/BTG: no 2º turno, Lula tem 47% das intenções de voto e Flávio, 44% Voto por rejeição define escolha de quase 25% do eleitorado, aponta Nexus Troca de posições e imprevisibilidade Marcelo Tokarski avaliou que a disputa permanece altamente incerta.
“Eu diria que não”, respondeu ao ser questionado sobre se as sucessivas rodadas de pesquisa haviam reduzido a imprevisibilidade do pleito.
Tokarski destacou que, desde agosto do ano passado, o cenário eleitoral passou por diversas reviravoltas: a queda de popularidade do governo, seguida de uma recuperação após a reação ao tarifaço anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, e posteriormente o lançamento de Flávio Bolsonaro como candidato por Jair Bolsonaro, preterindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Flávio Bolsonaro é um candidato extremamente competitivo”, afirmou Tokarski.
O especialista ressaltou que, apesar de todos esses eventos, o cenário eleitoral parece estagnado.
“Quando a gente olha o filme, parece que a gente está parado no tempo”, disse.
Segundo ele, Lula lidera o primeiro turno, mas a vantagem, que chegou a quase dois dígitos, vem diminuindo.
“No segundo turno, é absolutamente imprevisível o que pode acontecer”, afirmou Tokarski, explicando que as oscilações entre os dois candidatos ocorrem dentro da margem de erro e representam “fotografias diferentes, de momentos diferentes”.
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