“Nós, os poucos, os felizes poucos!” – Por pastor Zé Barbosa Jr
Quem é que ainda deseja mais gente? Meus amigos, meus companheiros, meus irmãos de luta, não! Se estávamos destinados a perder, éramos nós que perderíamos a esperança de um país inteiro.
Mas, se estávamos destinados a vencer, quanto menor fosse o nosso exército, maior seria a nossa glória! E nós vencemos! Não porque tivéssemos as maiores armas, o dinheiro mais farto, os algoritmos mais poderosos ou os jornais mais influentes.
Vencemos porque havia algo que eles não conseguiram comprar, manipular ou destruir: a esperança de um povo que se recusou a entregar o próprio destino.
Não, meus amigos, não desejem que tivéssemos sido mais poderosos.
Não desejem que tivéssemos tido mais dinheiro, mais propaganda, mais máquinas, mais influência.
Não desejem que tivéssemos contado com a simpatia dos donos do mundo.
Porque, se tivéssemos tudo isso, talvez não soubéssemos do que somos capazes quando só nos resta a coragem.
Se é pecado desejar a honra de ter estado ao lado do povo quando o povo mais precisou, então que eu seja o maior dos pecadores! Porque eu não trocaria por fortuna alguma a honra de ter caminhado ao lado daqueles que não se renderam.
Olhem ao redor! Olhem para aqueles que enfrentaram as grandes empresas de tecnologia, as máquinas de manipulação digital, os exércitos de mentiras fabricadas e os algoritmos que tentaram transformar o ódio em verdade; para aqueles que resistiram às milícias, às ameaças, à violência política e aos poderosos que imaginavam poder comprar até a consciência de uma nação; para aqueles que enfrentaram a influência de Donald Trump, as pressões internacionais e a arrogância dos que acreditam que os povos devem obedecer às ordens de quem se julga dono do mundo.
Olhem para aqueles que denunciaram as bets que transformam o desespero em negócio e a esperança dos mais pobres em mercadoria; para aqueles que desafiaram a mídia hegemônica, os discursos fabricados, as manchetes seletivas e as vozes que anunciaram a derrota antes mesmo de a batalha começar; e, sobretudo, olhem para aqueles que fizeram tudo isso sem aparecer nas telas, sem receber aplausos, sem ganhar dinheiro e sem esperar recompensa, movidos apenas pela coragem de quem se recusa a entregar o destino de seu país aos donos do poder! Foram eles que carregaram esta vitória nos ombros.
Não! Não desejem que tivéssemos sido mais numerosos entre os poderosos.
Orgulhem-se de termos sido tantos entre os que nunca tiveram poder algum! E, se alguém não teve estômago para esta luta, se alguém preferiu o conforto à resistência, se alguém teve medo de perder amigos, seguidores, emprego ou reputação, que não seja agora obrigado a vestir a camisa dos que lutaram.
Não queremos heróis de última hora.
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