Caso Dark Horse: polícia busca servidores que validaram pagamentos a ONG
Após levantar suspeitas sobre os contratos mantidos entre o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Prefeitura de São Paulo (SP), a Polícia Civil de São Paulo determinou que a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) prestasse esclarecimentos sobre a execução dos contratos e os pagamentos realizados à entidade .
Em 31 de março deste ano, o delegado Julio Siqueira Gomes, da Polícia Civil de SP, oficiou a SMIT para que repassasse aos investigadores cópia integral do procedimento administrativo relacionado à contratação do ICB, incluindo documentos de habilitação, execução, fiscalização e pagamentos feitos à entidade.
Leia também Mirelle Pinheiro Dark Horse: empresa ligada ao ICB mudou de dono após prisão por feminicídio Mirelle Pinheiro Caso Dark Horse: polícia acha outros quatro acordos entre ICB e pasta de SP Mirelle Pinheiro Dark Horse: Dino determina entrega de celulares de investigados à PF Mirelle Pinheiro Polícia prende 4 e desmonta quadrilha que furtava celulares no Rock in Rio “Bem como informar a qualificação completa do gestor e do fiscal do contrato mencionado, bem como indicar os agentes públicos responsáveis pela validação das medições e autorizações de pagamento correspondentes e encaminhar, caso existentes nos autos administrativos, cópia de eventuais contratos de subcontratação”, disse.
Os documentos revelam que a secretaria recebeu o ofício em 13 de abril, mas demonstram que, pelo menos até 20 de maio, a pasta não havia respondido.
Diante da ausência de resposta da SMIT, foi determinada uma nova diligência.
Uma equipe da 2ª Delegacia de Polícia sobre Crimes contra a Administração deveria identificar os responsáveis pelo ICB e levantar informações sobre a contratação.
Entre as medidas, os investigadores deveriam qualificar a representante legal da entidade, Karina Ferreira da Gama, para eventual oitiva, analisar a documentação solicitada à SMIT e identificar os agentes públicos responsáveis pela elaboração, celebração, execução e fiscalização do contrato, além de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao acordo.
O ICB figura nas investigações que apuram supostos desvios de emendas parlamentares atribuídas ao deputado federal Mário Frias.
Na última quinta (10/9), a proprietária da entidade, Karina Ferreira da Gama, foi alvo da Operação Make Up, deflagrada pela PF.
Ela é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”.
A investigação federal apura suspeitas relacionadas a recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas a Karina.
Relatórios da Controladoria-Geral da União apontaram irregularidades envolvendo R$ 2 milhões em emendas de Frias destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.