Bitcoin supera os US$ 85 mil, maior valor em oito meses e praticamente apaga perdas no ano
O Bitcoin (BTC) superou os US$ 85 mil nesta segunda-feira (21), alcançando o maior preço em oito meses e ampliando a recuperação que praticamente apagou as perdas acumuladas em 2026.
Outras criptomoedas acompanham o movimento, com algumas altcoins avançando mais de 7% nas últimas 24 horas, segundo a plataforma agregadora de preços CoinGecko.
A recuperação é expressiva diante do tombo registrado no primeiro semestre.
No fim de junho, o Bitcoin chegou a cair abaixo de US$ 58 mil, ficando mais de 50% distante da máxima histórica de US$ 126 mil registrada em 6 de outubro do ano passado.
Agora, a distância para o recorde diminuiu para pouco mais de 30%.
A arrancada dos últimos dias ganhou força com a retomada dos aportes nos ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos e foi acelerada pela liquidação de posições de investidores que apostavam na queda da criptomoeda.
Na sexta-feira (18), os ETFs receberam US$ 433 milhões, maior entrada diária desde 3 de setembro, segundo Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin.
Em poucas horas nesta segunda, cerca de US$ 400 milhões em posições vendidas foram liquidadas, obrigando esses investidores a recomprar os ativos e dando impulso adicional às cotações.
A melhora do ambiente externo também contribui.
O recuo do petróleo alivia parte das preocupações com a inflação americana depois que o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) elevou os juros na semana passada.
O Bitcoin chegou a testar os US$ 75 mil naquele período, pressionado pela alta dos juros e pelo fracasso do Clarity Act no Senado americano.
Para os próximos dias, a principal dúvida é se haverá demanda suficiente para sustentar a recuperação depois da forte alta.
Marco Aurélio de Camargos, diretor de investimentos da Vault Capital, destaca que o Bitcoin entrou na faixa entre US$ 83 mil e US$ 86 mil, próxima ao custo médio dos investidores dos ETFs.
Segundo ele, superar essa região de forma consistente dependerá de novas compras no mercado à vista e de entradas nos fundos, e não apenas da liquidação das apostas de queda.
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