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Sem Vale e Petrobras, bolsa brasileira sobe embalada pelo otimismo global

Valor Investe ·
Sem Vale e Petrobras, bolsa brasileira sobe embalada pelo otimismo global

Depois de uma semana em que os juros americanos e o petróleo castigaram os mercados, a segunda-feira (21) trouxe um alívio vindo de fora.

A queda firme da commodity, a redução dos juros globais e a alta das bolsas em diferentes regiões do mundo devolveram espaço para os ativos de risco.

No Brasil, o cenário eleitoral mais apertado embalou o movimento.

O Ibovespa subiu 0,7%, aos 186.596 pontos, mesmo com duas de suas ações mais pesadas, Vale e Petrobras, recuando na sessão.

No mês, o índice avança 5,2%. , Embora o cenário doméstico, por si só, esteja mais favorável à tomada de risco, o principal gatilho do bom humor global hoje foi o petróleo.

O presidente americano Donald Trump sinalizou estar aberto a uma conversa com o presidente iraniano durante a Assembleia-Geral da ONU e decidiu, por enquanto, não realizar novos ataques contra os houthis no Iêmen.

Com o aumento do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz e a possibilidade de uma saída diplomática para o conflito, o Brent voltou a ser negociado na faixa de US$ 100 por barril.

A queda da commodity reduz uma das principais fontes de pressão sobre a inflação mundial e dá espaço para os juros globais caírem ao longo da curva.

Nos Estados Unidos, a taxa do título de 10 anos, que na semana passada superou o patamar de 5% pela primeira vez desde 2007, recuou de 4,997% para perto de 4,97%, enquanto o rendimento do título de 30 anos também caiu.

Esse alívio desembarcou no Brasil em um momento mais benigno para os juros domésticos.

Depois do corte da Selic para 13,75% na última semana, os investidores aguardam a ata do Copom e novos dados de inflação para calibrar as apostas sobre os próximos passos do Banco Central.

Entre as ações, o petróleo mais barato explica a queda de mais de 1% das ações da Petrobras, enquanto a Vale recuou 1% em meio às preocupações com o minério de ferro e com o aumento do custo do transporte entre Brasil e China.

Para as mineradoras e siderúrgicas, a queda do preço do petróleo favorece o frete marítimo, o que tende a ajudar as empresas que precisam transportar minério para a Ásia.

Por outro lado, a demanda chinesa mais fraca continua gerando incertezas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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