Nunes Marques nega pedido da PF para realizar busca contra ACM Neto dentro de investigação sobre desvio de emendas
A Polícia Federal (PF) cumpre nesta quinta-feira (17) mandados de busca e apreensão em uma nova fase operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares.
Essa nova fase, a décima, apura indícios de fraude em contratações feitas pela Secretaria de Educação de Belo Horizonte (MG), entre 2024 e 2025, e que somam mais de R$ 80 milhões.
São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Paraná, Espírito Santo e Bahia.
E foram autorizados pelo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nunes Marques. 🔎A Operação Overclean investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos e emendas parlamentares.
Desde o início das apurações, a PF tem mirado empresários, agentes públicos e operadores suspeitos de integrar uma rede de fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e corrupção.
ACM Neto promete isentar o ICMS sobre o combustível para baixar passagens de ônibus A Polícia Federal chegou a pedir autorização para cumprir, nesta fase, mandado também contra o candidato ao governo da Bahia ACM Neto, do União Brasil.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou com pedido da PF.
Entretanto, Nunes Marques negou o pedido.
A TV Globo apurou que a PF pediu em janeiro a autorização para os mandados que foram cumpridos nesta quinta.
A anuência da PGR foi no início de fevereiro.
Portanto, meses antes do período eleitoral.
Procurado, o gabinete de Nunes Marques informou que não comentaria.
Essa décima fase da Operação Overclean investiga a suspeita de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Entre os alvos de mandados nesta quinta estão Bruno Barral, ex-secretário municipal de Educação de Belo Horizonte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.