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O predador cego do deserto que caça pelas vibrações da areia e parece “nadar” sob as dunas

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O predador cego do deserto que caça pelas vibrações da areia e parece “nadar” sob as dunas

O pequeno mamífero africano usa adaptações extraordinárias para localizar alimento mesmo sem depender da visão

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Ela pesa poucas dezenas de gramas, não enxerga e vive em um ambiente onde encontrar alimento pode exigir percorrer enormes extensões durante a noite. Mesmo assim, a toupeira-dourada-do-Namibe desenvolveu uma capacidade extraordinária para localizar presas: perceber vibrações de baixa frequência transmitidas pela própria areia.

A Eremitalpa granti possui olhos externos ausentes: durante o desenvolvimento, as pálpebras se fundem e a pele passa a cobrir a região ocular. A ausência de visão, porém, não impede esse pequeno mamífero de procurar alimento nas dunas costeiras do sudoeste da África.

Sua alimentação é formada principalmente por invertebrados, com destaque para cupins, mas também inclui besouros, formigas, aranhas e outros pequenos animais. Há registros até do consumo de pequenos répteis. Por isso, o sentido decisivo durante a caça não é a visão, mas a extraordinária sensibilidade a sinais transmitidos pelo terreno.

Pesquisadores encontraram uma característica especialmente importante em seu ouvido médio: o martelo, um dos pequenos ossos responsáveis pela audição, é proporcionalmente muito desenvolvido. Essa anatomia favorece a percepção de sinais de baixa frequência e ajuda a explicar como o animal consegue interpretar vibrações do substrato.

Este trecho de Planet Earth , da BBC, acompanha uma toupeira-dourada procurando alimento nas dunas e permite observar seu deslocamento e sua estratégia de caça diretamente no ambiente natural.

Observações de campo mostraram um comportamento curioso chamado de head dipping . Enquanto procura alimento durante a noite, o animal corre pela superfície e, em determinados momentos, mergulha rapidamente a cabeça e parte dos ombros na areia. Pesquisadores relacionaram esse comportamento à tentativa de perceber sinais vibratórios produzidos no substrato.

Experimentos com geofones e microfones indicaram que esses mamíferos podem localizar áreas com alimento utilizando pistas sísmicas. A hipótese é especialmente interessante porque cupinzeiros e outros pontos ricos em presas aparecem de maneira irregular no deserto, tornando vantajoso detectar sinais à distância antes de gastar energia procurando ao acaso.

O movimento recebeu justamente o apelido de “natação na areia”. A toupeira avança muito perto da superfície, empurrando o material solto com suas patas e o corpo. Como o túnel criado atrás dela rapidamente desmorona, fica apenas uma trilha característica denunciando onde o pequeno mamífero passou.

Ao contrário de muitos mamíferos subterrâneos, essa espécie não depende de uma rede permanente de túneis. Ela alterna deslocamentos pela superfície com movimentos rasos sob a areia, uma estratégia adequada às dunas móveis e pouco consolidadas do Namibe.

Aqui existe uma correção importante na descrição viral. A espécie não vive no Saara.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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