Experimento com 12.000 toneladas de casca de laranja resultou na restauração de uma floresta inteira
O projeto começou em 1997, por iniciativa dos ecólogos Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, em parceria com uma empresa produtora de sucos.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que parecia ser apenas descarte industrial de cascas de laranja acabou se transformando em um experimento de restauração ambiental de grande impacto na Costa Rica .
Cerca de 12 mil toneladas de cascas e polpa de laranja foram despejadas em uma área degradada da Área de Conservação Guanacaste e, anos depois, pesquisadores encontraram uma floresta muito mais densa, com 176% mais biomassa aérea que áreas semelhantes que não receberam os resíduos.
O projeto começou em 1997 , por iniciativa dos ecólogos Daniel Janzen e Winnie Hallwachs, em parceria com uma empresa produtora de sucos.
A ideia era aproveitar os resíduos orgânicos para recuperar um solo empobrecido por décadas de atividade pecuária.
Durante aproximadamente um ano, mais de 1.000 caminhões transportaram cascas e polpa para uma área de cerca de três hectares.
O material ajudaria a conservar a umidade, fornecer nutrientes e dificultar o avanço das gramíneas que competiam com árvores nativas.
Pouco depois do início, uma empresa processadora de frutas entrou na Justiça alegando que o descarte poderia causar danos ambientais.
A Corte Suprema da Costa Rica decidiu contra o projeto, que acabou abandonado e ficou sem acompanhamento por cerca de 15 anos.
Quando o pesquisador Timothy Treuer visitou o local em 2013, porém, encontrou algo inesperado: em vez de um terreno degradado, havia uma área tomada por árvores, cipós e vegetação fechada .
Treuer e Jonathan Choi compararam a área tratada com parcelas próximas que não haviam recebido resíduos de laranja.
As diferenças encontradas ajudaram a explicar por que a vegetação havia avançado tanto.
A decomposição das cascas também teve papel importante. Microrganismos e insetos transformaram a matéria orgânica, liberando nutrientes, enquanto a camada de resíduos dificultou o crescimento das gramíneas invasoras.
Para Timothy Treuer, o caso é um exemplo raro de “sequestro de carbono com custo negativo” , já que um resíduo industrial encontrou uma função ecológica enquanto a floresta se recuperava.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.