Histórias que a Folha contou: Trajetória de artista roraimense que levou o design amazônico a Milão e Nova York
Michael Milhomem é artista plástico e publicitário (Foto: Arquivo pessoal) No aniversário de 43 anos do jornal, série de reportagens destaca a história de Michael Milhomem, desde a criação de móveis em um ateliê doméstico até a participação em importantes eventos internacionais de design Ao longo de 43 anos de história, a Folha de Boa Vista acompanhou trajetórias de personagens que ajudam a contar a história de Roraima.
Entre essas histórias está a do artista e designer Michael Milhomem Alba, que ganhou destaque nas páginas do jornal ao transformar a produção artesanal em uma oportunidade de levar referências da Amazônia para exposições e feiras internacionais.
A trajetória do artista foi acompanhada em uma série de reportagens, que mostrou desde os primeiros trabalhos desenvolvidos em um ateliê improvisado na própria casa, em Boa Vista, até a mobilização para conseguir apoio financeiro e participar de eventos de design nos Estados Unidos e na Itália.
Uma das primeiras matérias apresentou ao público o trabalho de Michael na exposição “O Peso das Formas”, realizada no Teatro Municipal de Boa Vista.
A mostra reuniu 11 obras, entre esculturas e painéis, produzidas com materiais como metal, concreto, madeira e vidro.
A proposta era desafiar a percepção sobre elementos tradicionalmente associados à rigidez e ao peso.
Nas mãos do artista, barras de ferro e outros materiais densos ganhavam curvas, formas suaves e uma aparência de leveza.
As criações também tinham como inspiração a fauna e a flora de Roraima.
Na ocasião, Michael explicou que suas obras buscavam construir narrativas por meio dos materiais e das formas.
A intenção não era apenas apresentar objetos para contemplação, mas provocar novas interpretações sobre elementos que, à primeira vista, parecem difíceis de transformar.
Leia mais: Publicitário cria peças com design industrial em casa Do ateliê em casa para o cenário internacional Antes de participar de eventos internacionais, Michael desenvolveu boa parte de sua identidade artística trabalhando em um espaço montado na própria residência.
Publicitário de formação e apaixonado por metais e design de produtos, ele começou a criar móveis e objetos para decorar a própria casa.
O estilo industrial, marcado pelo uso de madeira de demolição, estruturas metálicas, cimento e referências antigas, tornou-se uma das principais características de suas criações.
O artista também buscava inspiração no Art Déco e no design de produtos das décadas de 1940, 1950 e 1960.
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