Uma nova era das humanidades?
O futuro nos ataca novamente.
Enquanto travamos nossa briga fratricida bianual polarizada, a OpenAI divulgou centenas de artigos científicos de matemática, com descobertas e estudos que irão ocupar teóricos e acadêmicos por anos a fio.
Muitos matemáticos, entre o assombro e a excitação, já comparam o efeito desses trabalhos a uma explosão atômica no setor.
Outros sustentam que a divulgação foi apenas uma demonstração de força do que os robôs podem fazer.
Seja como for, não há como minimizar o impacto para estudos teóricos de ciências exatas.
O que a OpenAI fez foi provar, mais uma vez, que a inteligência mudou de natureza.
Ela agora pode ser produzida em galões, de forma automática e sem depender de inspiração, essa magia fugaz que nos encanta e nos amaldiçoa desde que nos entendemos como vivos.
Nos campos científicos e cartesianos, onde padrões e regras estáveis são a premissa de qualquer avanço, a mudança é mais feroz.
Foi assim com o desenvolvimento de códigos de programação desde o ano passado.
Nesse ritmo, restarão aos matemáticos a filosofia de pensar os resultados dos estudos e suas aplicações.
Resta-lhes também a humildade de reconhecer que passaram a dividir o campo com ferramentas de outro nível de produção.
É nesse ponto que a sugestão de Bill Gates ganha peso.
Em ensaio publicado em agosto, ele propôs a categoria “Human Reserved”: atividades que a sociedade escolheria deixar apenas para pessoas, mesmo quando máquinas pudessem executá-las .
Entre os exemplos estão o cuidado infantil e o de idosos, além da medicina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.